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Ex-prostitutas turcas fundam partido contra exploração sexual

Efe

02 Agosto 2007 | 12h 12

Prostituição no país é praticada com licença do Estado turco e nos lugares estabelecidos por autoridades

Duas ex-prostitutas turcas fundarão um partido político para lutar contra a exploração sexual e o tráfico de seres humanos, informou nesta quinta-feira, 2, a imprensa da Turquia.   Ayse Tükrükçü e Saliha Ermez, que trabalhavam no bordel Karaköy, em Istambul, se apresentaram como candidatas independentes nas eleições parlamentares de 22 de julho. Elas receberam apenas 196 e 95 votos, respectivamente.   "Seria bom se tivéssemos conseguido votos suficientes para entrar no Parlamento. Mas mesmo assim não desanimamos, porque conseguimos conscientizar os cidadãos", disse Saliha Ermez. Ela lembrou que seu objetivo era mostrar à população a péssima situação das profissionais do sexo.   Ermez também prometeu não retroceder em seu empenho político e continuar sua luta, fundando o partido.   "A administração do partido será composta por vítimas da violência e dos maus-tratos a mulheres", informou Tükrükçü, que ocupará a Presidência.   Uma das ações políticas planejadas é uma greve de fome em Ancara. O objetivo é chamar a atenção para as condições em que trabalham as mulheres nos bordéis.   Na Turquia, a prostituição é praticada com licenças expedidas pelo Estado e nos lugares estabelecidos pelas autoridades.