Itália arquiva investigação sobre a morte de Mussolini

Neto do ditador fascista afirma que assassinato do avô pode não ter respeitado lei de prisioneiros de guerra

Efe,

10 Abril 2008 | 15h23

O Tribunal Supremo italiano arquivou nesta quinta-feira, 10, de modo definitivo, as investigações sobre o fuzilamento do ditador fascista Benito Mussolini, declarando "inadmissível" o recurso apresentado por um dos netos do líder contra o descumprimento da lei para prisioneiros de guerra.   Em 4 de setembro, Guido Mussolini pediu a exumação do corpo e foi aberta uma investigação para estabelecer as causas da morte do ditador. Segundo os advogados da família, existem 19 versões diferentes sobre o fuzilamento do fascista, porém nenhuma comprovação judicial que estabeleça "a verdade".   O caso passou pelas mãos de Nicoletta Cremona, juíza de Como, cidade no norte da Itália em que Mussolini foi fuzilado em 1945, que arquivou o caso em 1 outubro de 2007. Carlo Morganti e Luciano Randazzo, advogados de Guido, recorreram da sentença, afirmando que o assassinato do ditador poderia ter considerado como um homicídio ordinário, "a morte de um chefe de Estado que viola leis destinadas aos prisioneiros de guerra".   Benito Mussilini, segundo a reconstrução histórica, foi fuzilado com Claretta Petacci em Como no dia 28 de abril de 1945, por ordem do Comitê de Libertação Nacional da Alta Itália, que emitiu um decreto que condenaria à pena de morte os "membros do governo fascista e os dignatários do fascismo".   Mussolini foi preso com alguns de seus aliados enquanto fugia para Valtellina, também no norte do país. Ele vestia um uniforme do Exército alemão, mas foi reconhecido. Ele foi processado, julgado por um tribunal popular, fuzilado e teve o corpo exposto em uma praça de Milão.

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