Nazista é julgado por morte de 27 mil judeus na Polônia

Será um julgamento por indícios, já que quase não há mais testemunhas do ocorrido

Efe,

30 Novembro 2009 | 08h46

 

MUNIQUE - O suposto criminoso nazista ucraniano John Demjanjuk, de 89 anos e entregue pelos Estados Unidos à Alemanha em maio, responde a partir desta segunda-feira, 30, na Audiência de Munique, por cumplicidade no assassinato de 27.900 judeus no campo de extermínio de Sobibór, na Polônia.

 

Demjanjuk, que foi guarda voluntário da SS (as tropas de proteção do partido nazista alemão), responde por acusações feitas pela Promotoria de Munique e apoiadas por testemunhos de sobreviventes e 30 familiares das vítimas.

 

Será um julgamento por indícios, já que quase não há mais testemunhas do ocorrido nos seis meses em que Demjanjuk supostamente atuou como Trawniki (guarda voluntário) em Sobibór.

 

Trata-se do último grande processo na Alemanha por delitos do nazismo, devido à avançada idade tanto dos criminosos quanto de suas vítimas, além de ser também o primeiro julgamento de um estrangeiro no país. Demjanjuk é ucraniano.

 

A principal prova contra ele é um carteira de identidade das SS com o número 1393, segundo a qual prestou serviços no campo e durante o período em que morreram 27.900 judeus em Sobibór.

 

Demjanjuk, que nasceu em Dobowoije (Ucrânia) em 1920, nega ter trabalhado como guarda voluntário e foi recrutado pelo Exército Vermelho para lutar contra as tropas de Hitler, mas, em 1942, foi capturado pelas SS.

 

Segundo a acusação, foi treinado até se tornar um dos 150 Trawniki do campo.

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