L'Osservatore Romano/AP
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Papa faz discurso de Páscoa e condena ataque a civis na Síria

Na Praça da Basílica, Francisco defendeu o apego à fé contra guerra e ódio

O Estado de S.Paulo

16 Abril 2017 | 10h04

Em um discurso improvisado no domingo de Páscoa, o papa Francisco encorajou as pessoas a entregarem seus "corações temerosos" à fé. O papa citou guerras, doenças e ódio no mundo, reconhecendo que muitos se perguntam onde Deus pode estar em meio a tanto mal e sofrimento.

Dezenas de milhares de fiéis enfrentaram pesadas revistas de segurança e, mais tarde, uma forte chuva para chegar à praça São Pedro, onde o Francisco celebrou uma missa nos degraus que levam à Basílica de São Pedro.

Nesta Páscoa, o papa Franscisco quebrou a tradição e deu uma homilia- prática que instruir fieis sobre a religião -  informal durante a missa para tentar responder aquilo que ele descreveu como uma pergunta incômoda para muitos fiéis: por que existem tantas tragédias e guerras no mundo se Jesus voltou dos mortos, uma crença que os cristãos celebram toda Páscoa.

"A Igreja nunca deixa de dizer, ao ser colocada diante de derrotas e de nossos corações fechados e cheios de medo: 'pare, o Senhor levantou'. Mas, se o Senhor ressuscitou, como podem ocorrer essas coisas?", disse Francisco citando acidentes, doenças, tráfico de pessoas, vingança e ódio. 

A Páscoa, disse Francisco, não é apenas "uma festa bonita cheia de flores". "É mais que isso", afirmou, descrevendo a ocasião como um momento para refletir sobre o mistério da fé. O papa afirmou que a Páscoa traz "um sinal no meio de muitas calamidades: um senso de olhar para frente, de dizer não olhe para um muro quando há um horizonte, há vida e há alegria.

Contra o terrorismo. O papa Franscisco condenou o ataque contra a retirada de civis que aconteceu na Síria no sábado, 15.   Após a explosão de um carro bomba, ao menos 112 pessoas morrem em Alepo. O papa considerou o ataque uma ação ingóbil e repugnante. "Deus está cuidando, de seu jeito, de quem trabalha para trazer confortor para a população síria".  Fonte: Associated Press.

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