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Premiê britânico anuncia referendo sobre UE para junho

- Atualizado: 20 Fevereiro 2016 | 12h 51

Para David Cameron, a medida, que busca unir o Partido Conservador para um acordo, garantirá a prosperidade e segurança do Reino Unido no bloco

Premiê britânico David Cameron convocou referendo para 23 de junho. O primeiro-ministro acredito que a melhor opção para o Reino Unido é se manter no bloco

Premiê britânico David Cameron convocou referendo para 23 de junho. O primeiro-ministro acredito que a melhor opção para o Reino Unido é se manter no bloco

LONDRES  - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, convocou neste sábado um referendo para 23 de junho sobre a filiação à União Europeia, à medida que busca unir seu dividido Partido Conservador para um acordo o qual, segundo ele, garantirá a prosperidade e segurança britânica no bloco. 

Após detalhar o acordo - tratado em uma cúpula da UE em Bruxelas - para seus ministros, Cameron disse ter conseguido a aprovação do gabinete para recomendar a eleitores que a Grã-Bretanha permaneça no bloco de países ao qual se junto em 1973.

“Eu acredito que a Grã-Bretanha será mais segura, forte e melhor ao permanecer em uma União Europeia reformada”, disse Cameron em frente à residência oficial do governo britânico em Londres.

“Deixar a Europa ameaçaria nossa economia e nossa segurança nacional”, afirmou Cameron, acrescentando que proporia ao Parlamento que o referendo fosse realizado em 23 de junho, no meio do festival de música de Glastonbury e do campeonato de futebol Euro 2016. 

Um dos mais próximos aliados de Cameron, o secretário de Justiça, Michael Gove, e cinco membros do gabinete farão campanha pela saída da UE.

Embora a rebelião tenha ilustrado a profundidade da divisão sobre a Europa dentro do Partido Conservador, os ministros mais graduados de Cameron, incluindo a ministra do Interior, Theresa May, e o ministro das Finanças, George Osborne, apoiam a filiação à UE. 

O acordo alcançado em Bruxelas garantiu à Grã-Bretanha uma explícita exceção de uma das metas primordiais do bloco, de construir uma “união cada vez mais próxima”, e ofereceu concessões sobre direitos sociais a trabalhadores imigrantes e salvaguardas para a cidade de Londres. 

Embora eleitores britânicos estejam divididos sobre a filiação, as apostas estão mais inclinadas a favor da permanência britânica na UE após o acordo de Cameron, de acordo com a agência de apostas Ladbrokes.

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