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Presidente da Ucrânia planeja trégua e promete controlar fronteira com Rússia

NATALIA ZINETS - REUTERS

16 Junho 2014 | 17h 50

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, afirmou nesta segunda-feira ter ordenado que suas tropas recuperem o controle da fronteira com a Rússia para abrir caminho para uma trégua e conversas de paz depois de semanas de combates com separatistas pró-Rússia.

Poroshenko não disse quanto tempo deve durar a trégua no leste ucraniano, onde os rebeldes têm se manifestado contra o governo central de Kiev, mas disse que só pode começar se a longa e porosa divisa estiver segura.

Seus comentários ressaltaram sua preocupação de que a Rússia esteja apoiando os rebeldes enviando tanques, armas e combatentes pela fronteira, especialmente depois que os separatistas abateram um avião militar de transporte no sábado. A Rússia nega a acusação.

“O cessar-fogo será declarado assim que a fronteira estiver segura”, declarou Poroshenko em uma reunião do seu conselho de segurança, que agrupa chefes da segurança e da defesa. “Declarar um cessar-fogo enquanto a fronteira está aberta seria irresponsável”.

O secretário do conselho de segurança ucraniano, Andriy Parubiy, disse mais tarde que a Ucrânia planeja construir estruturas não-especificadas na divisa para reforçá-la e demarcá-la mais claramente do lado ucraniano, mas não entrou em detalhes.

Poroshenko convocou o conselho depois de prometer uma resposta firme à derrubada do avião perto da cidade de Luhansk, no leste conflagrado, que matou 49 militares.

Mas seus comentários sugeriram que, em vez de atingir os rebeldes com toda a força do seu Exército, ele deve levar adiante sua política de duas vias: buscar um acordo de paz e permitir que civis sejam retirados enquanto pressiona com uma campanha militar.

A reação inicial dos rebeldes foi desdenhosa.

“Ninguém aqui acredita no que Poroshenko diz. Ele disse que haveria um corredor humanitário para mulheres e crianças, e meia hora depois estavam bombardeando (a cidade de) Slaviansk", afirmou um porta-voz da autoproclamada República do Povo de Donetsk – ambas cidades no leste da Ucrânia.

Ele descreveu a manobra como um cessar-fogo “só para nós, e eles continuarão na ofensiva. Vamos ver se eles param de atirar primeiro”.

Dezenas de tropas do governo, rebeldes e civis foram mortos nos combates desde abril, após a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia no mês anterior.

Desde que foi empossado, em 7 de junho, Poroshenko vem tentando obter consentimento para suas propostas de paz enquanto intensifica a “Operação Antiterrorista” para expurgar os rebeldes das várias cidades pequenas e grandes que ocuparam no leste, onde a maioria da população fala russo.

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