Rebeldes curdos chamam desarmamento de 'histórico', querem agilidade nas reformas

Militantes curdos descreveram neste domingo como “histórico" o chamado de seu líder preso para a realização de um congresso de desarmamento e disseram que a Turquia tem agora de adotar medidas concretas para manter o processo de paz no caminho certo.

REUTERS

01 Março 2015 | 11h32

Abdullah Ocalan, que ainda exerce influência sobre o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) a partir de sua cela na prisão, pediu no sábado aos seguidores que se reúnam na primavera e concordem em depor as armas.

O pedido de Ocalan foi elogiado por ambos os lados como um passo crucial nos esforços da Turquia para negociar o fim de uma insurgência de 30 anos, que já matou 40 mil pessoas, na maioria curdos.

"Tal declaração de boa vontade apresenta uma importante base e oportunidade de democratizar o Estado e o governo e para resolver a questão curda e problemas básicos da Turquia ", disse o PKK em um comunicado.

"O governo deve adotar medidas rápidas e concretas e ter uma resposta política séria", disse.

O presidente Tayyip Erdogan, que tem usado um considerável capital político para tentar resolver o conflito de longa duração, cautelosamente saudou a declaração no sábado, dizendo que os rebeldes têm agora de seguir adiante.

Seu Partido AK enfrenta uma eleição parlamentar em junho e quer manter a violência sob controle a caminho da campanha.

(Reportagem de Ayla Jean Yackley)

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