Reino Unido anuncia envio de mais 500 militares ao Afeganistão

Polônia também confirma reforços, mas não diz a quantidade; França manterá tropas 'tempo que for necessário'

Associated Press,

30 Novembro 2009 | 14h28

Um dia antes do anúncio da nova estratégia dos EUA para o Afeganistão e de um possível envio de mais soldados para a guerra no país asiático por parte do presidente Barack Obama, o Reino Unido confirmou nesta segunda-feira, 30, que mandará mais 500 militares para combater a insurgência Taleban.

 

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deve anunciar oficialmente no Parlamento os reforços chegarão para província de Helmand, no sul do Afeganistão, aumentando o total de soldados do Reino Unido no país para 9.500. Os britânicos, porém, disseram que o envio dos soldados está condicionado à colaboração de outras nações e da promessa do presidente afegão, Hamid Karzai, de lutar contra a corrupção.

 

Brown afirma que as nações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão preparadas para oferecer cerca de 5 mil soldados ao Afeganistão. Até agora, a Eslováquia prometeu 250 militares, a Geórgia disse que enviará entre 700 e mil, e a Coreia do Sul anunciou que mandará "várias centenas".

 

Atualmente, há cerca de 107 mil soldados no Afeganistão, sendo 71 mil americanos e 36 mil de países membros da Otan.

 

O gabinete de Brown não confirmou se o premiê já recebeu informações sobre o que presidente Obama anunciará na noite da terça-feira. Brown deve conversar com Obama por telefone após o anúncio no Parlamento.

 

França e Polônia

 

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que as tropas francesas ficarão no Afeganistão "o tempo que for necessário" para que o país estabilize sua segurança. Segundo o mandatário, a França não tem intenção de ficar no país asiático "indefinidamente", mas abandonar a luta agora "abriria o caminho para o terrorismo e a violência de fanáticos".

 

A França mantém 3.300 soldados no país. Segundo Sarkozy, não há planos de reforçar as tropas.

 

Já a Polônia considera aumentar seu contingente na guerra contra o Taleban. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o presidente polonês, Lech Kaczynski, comandante-em-chefe do país, apoia reforçar os 2 mil soldados no Afeganistão e considera essa opção realista.

 

Tusk anunciou que discutiu a questão com o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, mas se recusou a dar detalhes. A maioria das tropas polonesas serve na província de Ghazni, no centro do Afeganistão.

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