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Revelação de novo espião dos EUA revolta políticos alemães

THORSTEN SEVERIN E MARK HOSENBALL - REUTERS

09 Julho 2014 | 20h 51

Políticos alemães reagiram com revolta nesta quarta-feira às notícias sobre um suposto espião dos Estados Unidos no Ministério da Defesa, vinda à tona dias depois da prisão de um agente alemão da inteligência estrangeira pela suspeita de ser um informante da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Depois que os promotores federais relataram que as autoridades realizaram buscas em conexão com um segundo caso de espionagem, os parceiros de coalizão da chanceler alemã, Angela Merkel, disseram que Washington deveria retirar qualquer funcionário de sua embaixada envolvido no caso e parar de espionar seu aliado.

Fontes de segurança disseram à Reuters que o mais novo suspeito sendo investigado é um militar e que trabalha no Ministério da Defesa em Berlim, mas aparentemente nenhuma prisão foi feita. Outras fontes familiarizadas com a investigação afirmaram que o suspeito é um funcionário do Ministério alemão das Relações Exteriores designado ao Ministério da Defesa.

O ministério confirmou que suas instalações foram examinadas, mas não deu outros detalhes.

“Ainda não está claro o que há por trás disso”, declarou a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, ao jornal Berliner Zeitung em um trecho da edição de quinta-feira.

Merkel já afirmou que a prisão, na semana passada, de um agente da agência de inteligência estrangeira, conhecida como BND, por espionar para os EUA seria, caso confirmada, “um caso sério”, mas também disse que não afetará as conversas sobre os acordos comerciais transatlânticos.

A chanceler enfrenta um desgaste político por não criticar o presidente Barack Obama o suficiente pela suposta vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) na Alemanha, que espionou até mesmo seu celular. Os novos casos aumentam a pressão para que Merkel reaja.

Von der Leyen, que é do partido de Merkel, disse que o caso da NSA “abalou a confiança” nos EUA e que precisa ficar claro para a comunidade de inteligência que “nem tudo que é possível é politicamente aceitável”.

 

(Reportagem adicional de Sabine Siebold)

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