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Sarkozy e Merkel celebram 91 anos do fim da 1ª Guerra

Chefes de Estado participam juntos pela primeira vez da festa da vitória da França sobre a Alemanha

Efe e Associated Press,

11 Novembro 2009 | 09h44

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, comemorou nesta quarta-feira, 11, o 91º aniversário do armistício que colocou fim à Primeira Guerra Mundial acompanhado da chanceler Angela Merkel, a primeira chefe de governo alemão a participar desta comemoração.

 

A celebração conjunta, diferente de outras comemorações do Dia do Armistício, ocorre apenas dois dias depois de Sarkozy ter viajado à Alemanha para participar dos festejos pelo 20 aniversário da queda do Muro de Berlim. Os dois se encontraram no Arco do Triunfo, onde prestaram homenagem a todas as vítimas da disputa diante do Túmulo do Soldado Desconhecido, em um novo ato da reconciliação franco-alemã.

 

"A amizade franco-alemã está selada com sangue", disse Sarkozy. Os líderes depositaram uma coroa de flores no local e, simbolicamente, reacenderam a chama eterna sobre o túmulo, para marcar o 91º aniversário do fim da Primeira Guerra. "Esta pequena chama é também...a chama da esperança", afirmou Sarkozy. Dois dias antes, o líder francês foi à Alemanha para as celebrações do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim.

 

"O que ocorreu não pode ser esquecido, mas há uma força que nos ajuda...a força da reconciliação", afirmou Merkel. Dezenas de milhões de civis e soldados foram mortos durante o que foi chamado a Grande Guerra entre Alemanha e os aliados França, Grã-Bretanha e suas ex-colônias, incluindo EUA, Austrália e Canadá.

 

Segundo Merkel, o "11 de novembro é um dia de paz na Europa" e, como afirmou Sarkozy, é um dia de lembranças, "não para lembrar a vitória de um povo sobre outro, mas para lembrar uma prova que foi tão terrível para um como para o outro".

 

O ato no Arco de Triunfo é uma das muitas cerimônias que aconteceram em todo o país, incluindo a protagonizada pelo próprio Sarkozy, antes de receber Merkel, aos pés da estátua do ex-chefe de Estado Georges Clemenceau, considerado o "pai da vitória". Como já é tradicional, também foi feito um minuto de silêncio às 11h11 do dia 11 do mês 11, marcando, assim, o momento exato no qual, há 91 anos, entrou em vigor o tratado do armistício.

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