Suíça proíbe construção de minaretes e é criticada no exterior

Fato foi condenado por nações de maioria muçulmana e também na Europa, como uma mostra de intolerância

AE-DJ,

30 Novembro 2009 | 11h59

A Suíça aprovou no domingo em referendo a proibição da construção de novos minaretes no país. Nesta segunda-feira, o fato foi condenado por nações de maioria muçulmana e também na Europa, como uma mostra de intolerância.

 

"É uma expressão de um pouco de preconceito e talvez mesmo de medo, mas está claro que é um sinal negativo de todo modo, não há dúvida disso", afirmou o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt. A Suécia mantém a presidência rotativa da União Europeia.

 

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, qualificou a medida como "uma expressão de intolerância, e eu detesto intolerância".

 

O chefe do maior grupo muçulmano da Indonésia, Maskuri Abdillah, afirmou que o voto refletiu "um ódio do povo suíço contra as comunidades muçulmanas".

 

O mufti Ali Gomaa, funcionário do governo do Egito encarregado de interpretar a lei islâmica, denunciou a proibição aos minaretes como "um insulto" aos muçulmanos de todo mundo e "um ataque à liberdade de crenças".

 

No referendo de domingo, 57,5% dos suíços votaram para proibir constitucionalmente a construção de minaretes, que são torres presentes em mesquitas de onde os muçulmanos são tradicionalmente convocados para as preces.

 

A emenda constitucional proíbe apenas a construção de minaretes, e não a de mesquitas nem a liberdade religiosa. A Suíça tem apenas quatro minaretes, que não têm permissão para transmitir o chamado para as preces, além de aproximadamente 200 mesquitas, segundo dados oficiais.

 

Os muçulmanos são 5% da população suíça, de 7,5 milhões de pessoas. Eles são o terceiro maior grupo religioso do país, atrás de católicos romanos e denominações protestantes. Estima-se, porém, que apenas 50 mil muçulmanos no país sejam praticantes.

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