Aaron Yost/Roseburg News-Review via AP
Aaron Yost/Roseburg News-Review via AP

Atirador mata ao menos 9 em faculdade no Oregon e é morto, dizem autoridades

Ao menos 7 pessoas ficaram feridas, 4 em estado grave; segundo xerife do Condado de Douglas o assassino foi identificado e tinha 26 anos

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 15h31

(ATUALIZADA ÀS 22h50) ROSEBURG, EUA - Um atirador abriu fogo na tarde desta quinta-feira, 1, em uma faculdade comunitária do Estado do Oregon, matando 9 pessoas e deixando outras 7 feridas, 4 em estado grave, segundo o xerife do Condado de Douglas, John Hanlin. O ataque ocorreu na Faculdade Comunitária Umpqua, em Roseburg, a 290 quilômetros de Portland.

Em entrevista à afiliada local da NBC, a procuradora do Estado, Ellen Rosenbaum, disse que o atirador - identificado como Chris Harper Mercer, de 26 anos, foi morto pela polícia durante troca de tiros. Ele portava três armas, disseram as autoridades.

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi informado sobre o ataque em Roseburg, afirmou sua assessora para segurança doméstica, Lisa Monaco. "A pedido do presidente, ele continuará sendo atualizado sobre o caso ao longo do dia."

Uma estudante da universidade, Kortney Moore, de 18 anos, afirmou que o atirador matou sua professora com um tiro na cabeça. Segundo Kortney, o atirador entrou na sala de aula e mandou as pessoas deitarem no chão. Então, ele começou a perguntar qual era a religião de cada um e começou a atirar. 

Segundo várias testemunhas, o ataque aconteceu na seção de ciências da Umpqua, quando o homem de 26 anos percorreu diversas salas de aula e atirou contra os alunos. 

Ray Shoufler, responsável pelo Corpo de Bombeiros local, informou que seus homens retiraram vários feridos do interior da faculdade, mas dois morreram enquanto recebiam os primeiro socorros. 

Cassandra Welding, de 20 anos, estava na classe número 16 quando escutou estampidos, como se fossem balões estourando. Havia 20 pessoas na sala de aula. Ela disse que uma mulher que estava atrás dela levantou para fechar a porta da classe quando foi atingida no estômago.  "Ele estava lá, do lado de fora", disse Cassandra sobre o atirador.

Uma amiga da mulher ferida arrastou seu corpo e começou a dar os primeiros socorros, acrescentou. "Alguém trancou a porta e os alunos se encolheram em um canto da sala, encondendo-se atrás de carteiras e mochilas. Escutei mais tiros, foi horrível", disse Cassandra. "Meu corpo todo tremia, mas consegui telefonar para a polícia."

"Quando chegamos na faculdade, encontramos múltiplos pacientes, em múltiplas salas de aulas. A polícia já estava no local e o atirador tinha sido dominado", disse Shoufler. Marilyn Kittelman, mãe de um aluno da instituição, afirmou que seu filho conseguiu se esconder em um prédio anexo à faculdade e lhe enviou uma mensagem pelo telefone celular alertando sobre o ataque.

Segundo Marilyn, seu filho disse ter escutado cerca de 30 tiros. A Faculdade Comunitária Umpqua tem cerca de 3 mil alunos. Em razão da alta quantidade de acessos, o site da faculdade ficou fora do ar durante boa parte desta quinta-feira. As mensagens deixadas em um número de telefone da faculdade também não foram retornadas. / REUTERS, AP e AFP

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