Pablo Martinez Monsivais / AP
Pablo Martinez Monsivais / AP

Favorito para suceder presidente da Câmara dos EUA se retira da disputa

Em reunião com colegas republicanos, McCarthy justificou sua renúncia dizendo que não se considera o candidato adequado para 'unir o partido'

O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2015 | 16h09

WASHINGTON - O deputado republicano Kevin McCarthy, que partia como favorito para suceder o atual presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, John Boehner, se retirou nesta quinta-feira, 8, da disputa. McCarthy informou sua surpreendente retirada durante uma reunião a portas fechadas com outros congressistas republicanos.

A retirada de McCarthy, atual "números dois" da Câmara, provocou a suspensão da votação interna da bancada republicana para escolher o candidato a suceder Boehner, prevista para hoje. Em sua reunião com outros colegas republicanos, McCarthy justificou sua renúncia dizendo que não se considera o candidato adequado para "unir o partido", de acordo com o legislador Peter King, presente nesse encontro.

Congressista pela Califórnia, McCarthy era o favorito do aparelho do Partido Republicano e também de Boehner, que deu oficialmente seu respaldo após anunciar no fim de setembro sua intenção de renunciar e deixar o cargo no dia 30. Os outros dois candidatos a suceder Boehner são Jason Chaffetz, congressista por Utah, e Daniel Webster, legislador pela Flórida, ambos respaldados pelos membros mais conservadores do Partido Republicano.

Se a votação interna tivesse sido realizada hoje, McCarthy contava com os apoios necessários para se transformar no candidato a substituir Boehner. Porém, na votação no plenário da Câmara, programada para o fim do mês, é necessário um mínimo de 218 apoios, algo que McCarthy não tinha garantido após a decisão anunciada na quarta-feira por cerca de 40 legisladores ultraconservadores de respaldar Webster.

McCarthy recebeu duras críticas por polêmicas declarações que fez há poucos dias sobre o Comitê Especial do Congresso para analisar o ataque de 2012 ao consulado americano em Benghazi (Líbia), ao vinculá-lo à queda nas pesquisas da pré-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton. / EFE

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