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AP Photo/Evan Vucci

100 Dias - Trump cumpriu 11% das promessas 

Será impossível cumprir todas as promessas para o período, estipuladas no Contrato com Eleitor Americano, divulgado durante a campanha

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Helio Gurovitz

16 Abril 2017 | 05h00

Donald Trump completa cem dias de governo no próximo dia 29. Será impossível cumprir todas as promessas para o período, estipuladas no Contrato com Eleitor Americano, divulgado durante a campanha. O site Track Trump reuniu os 44 compromissos firmados no documento para as áreas de imigração, comércio exterior, energia, meio ambiente, gestão pública, economia, educação, saúde e segurança.

Até a última sexta-feira, Trump cumprira apenas cinco (11%): sair da Parceria Transpacífica (TPP), liberar o oleoduto Keystone, proibir autoridades da Casa Branca de fazer lobby para países estrangeiros por toda a vida, nomear um novo juiz para a Suprema Corte e criar uma força-tarefa de combate ao crime. Treze promessas eram consideradas “em andamento”, entre elas a substituição do Obamacare (fracassada no Congresso), a construção do muro na fronteira com o México e a suspensão da imigração de regiões “propensas ao terror” (contestada na Justiça).

Ao todo, 24 nem haviam começado: todas as de educação e de economia (como cortes de impostos e o pacote de infraestrutura), a renegociação do Nafta e a imposição de tarifas de importação. Duas foram descumpridas: o congelamento da contratação de funcionários federais e a designação da China como “manipulador cambial”, de que Trump desistiu.

NO AR 

Os erros no ‘overbooking’ da United

Primeiro, a United errou a alocação de assentos e deixou entrar no voo 3411, de Chicago a Louisville, mais gente do que deveria. Depois, ofereceu US$ 800 a quem aceitasse sair, para dar lugar a quatro tripulantes. Ninguém topou. Sorteado, o médico David Dao se recusou a abandonar o avião, foi arrastado, saiu sangrando e as imagens chocaram o mundo. O maior erro da empresa foi usar um software no sorteio. Um profissional poderia ter obtido uma solução negociada com os passageiros.

RECOMPENSA 

Por que a empresa  não ofereceu mais?

As cenas chocantes levaram à pergunta: por que, em vez de partir para a violência, não pagar mais dinheiro para alguém sair do voo? Economistas dizem que tal prática só encorajaria mais gente a comprar passagem para não voar (imagine se distribuíssem dinheiro a quem sobra na fila de um show quando acabam os ingressos). Segundo Gary Leff, especialista em milhagem e viagens aéreas, a razão é mais prosaica. Por lei, a compensação máxima nesses casos é de quatro vezes o preço da passagem, ou US$ 1.350. Se ninguém aceitou US$ 800, improvável que aceitasse só um pouco mais.

CIÊNCIA 

A dislexia como vantagem genética

O bilionário Richard Branson criou no início do mês o primeiro banco de sêmen para disléxicos. “A dislexia é de uma enorme ajuda para mim; me faz pensar de modo criativo e lateral, dois dos maiores fatores que me levaram a criar a Virgin e a construir uma marca global”, diz. Ele conta que congelou o próprio esperma quando tinha 30 anos. 

TABULEIRO

A nova sensação do xadrez

O norueguês Magnus Carlsen, campeão mundial de xadrez, que se cuide. Com a vitória no campeonato americano da semana passada, Wesley So ampliou sua chance de arrancar o título dele no ano que vem. Cristão devoto, So joga hoje “o melhor xadrez do mundo”, nas palavras do grande mestre Maurice Ashley.

NA GRAMA

A velha sensação do golfe

Em 1999, o espanhol Sergio Garcia irrompeu aos 19 anos como estrela jovem do golfe, por ficar atrás apenas de Tiger Woods num dos quatro grandes torneios conhecidos como “majors”. Pois teve de disputar 74 até vencer o primeiro, no domingo passado – o Masters de Augusta, na Geórgia. Garcia já tinha até desistido. Não conteve o sorriso de felicidade ao vestir o tradicional paletó verde.

“O problema brasileiro nunca foi fabricar Constituições, e sim cumpri-las. Havíamos demonstrado, ao longo da

história, talento jurisdicista para produzir até então sete Constituições, e suficiente indisciplina para descumpri-las todas” - Roberto Campos, economista, diplomata e político que amanhã completaria 100 anos, sobre a Constituinte de 1987, num recado póstumo a quem crê numa nova Constituição como resposta à crise política 

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