18 mortos no Iraque. E Rumsfeld prevê mais violência

Dois atentados com carros-bomba quase simultâneos mataram pelo menos 18 pessoas hoje em Bagdá, incluindo várias mulheres e um soldado americano, poucas horas antes de o secretário de Defesa (Pentátono) dos EUA, Donald Rumsfeld, desembarcar no Iraque para nova visita-surpresa às tropas. É a primeira vez que ele vai ao país desde que os EUA transferiram parcialmente a soberania ao Iraque, em junho. A primeira explosão ocorreu por volta das 7 horas, perto do Ministério do Petróleo e de uma academia de polícia nas imediações. O porta-voz do Ministério, Assem Jihad, informou que 17 pessoas foram mortas e 15 feridas por um carro-bomba detonado por um atacante-suicida. Aparentemente, seu objetivo era lançar o veículo contra a academia, mas a bomba explodiu antes. "A maioria dos mortos era de pedestres, incluindo sete mulheres", disse Jihad. Alguns policiais também morreram. No outro ataque, um carro-bomba explodiu perto de um mercado no leste da capital, no momento da passagem de um comboio militar americano. Um soldado morreu e dois civis iraquianos ficaram feridos. Um dos grupos extremistas islâmicos agindo no Iraque, o Monoteísmo e Guerra Santa, assumiu a responsabilidade pelos atentados em um comunicado divulgado na Internet. Os americanos acusam essa organização - liderada pelo jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, de manter ligações com a rede terrorista Al-Qaeda. Rumsfeld: violência vai aumentar - Em uma sessão de perguntas e respostas a Rumsfeld de centenas de marines reunidos num hangar da base aérea de Al-Asad, uma região desértica no oeste iraquiano, soldados quiseram saber quanto tempo as tropas do país irão permanecer no Iraque e com que freqüência os contingentes serão renovados. Rumsfeld disse que somente depois das eleições de janeiro no Iraque, se melhorar a segurança e a capacidade de ação das novas forças iraquianas, os EUA poderão reduzir suas tropas no país. "Vai depender inteiramente da situação de segurança aqui no país", afirmou, advertindo que a violência provavelmente aumentará nas próximas semanas, à medida que se aproxima a data da votação. Atualmente, os EUA têm cerca de 140 mil militares no Iraque. Antes de Rumsfeld entrar na base, os cerca de 1.500 soldados receberam instruções do primeiro sargento Dennis Reed sobre as questões. "Não lhe perguntem quando voltarão para casa. Nós lhes diremos quando", afirmou Reed. Rumsfeld procurou animar as tropas: "Somos muito afortunados por poder contar com vocês nesta época de perigo", disse. Depois ele fez uma rápida visita a Bagdá, onde se encontrou com o embaixador americano, John Negroponte, e o principal comandante das tropas dos EUA, general George Casey. Fim de seqüestro - Os Batalhões Au Bakr al-Seddiq, outro grupo extremista, libertaram hoje dez trabalhadores turcos seqüestrados no dia 18, depois que a empresa para a qual trabalham, a construtora tuca Vinsam, aceitou a exigência de encerrar suas operações no Iraque.

Agencia Estado,

10 Outubro 2004 | 17h13

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