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2.º turno da eleição na Argentina vira tema para o halloween

Comerciantes vendem máscaras de candidatos

Rodrigo Cavalheiro, correspondente / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2015 | 02h03

A confirmação de um segundo turno e de um debate inédito dias antes da festa de Halloween, celebrada no sábado, tornou popular o comércio de máscaras de borracha dos candidatos Daniel Scioli e Mauricio Macri em sites especializados. Elas são vendidas por valores a partir de 1,2 mil pesos (R$ 490), mas podem ser encontradas por 1,3 mil e até 1,5 mil.

Ontem, os dois candidatos confirmaram que participarão de um debate no canal Todo Noticias, do Grupo Clarín, no dia 11. A maior empresa de comunicação do país mantém na Justiça uma disputa com o kirchnerismo, que tenta desmembrá-la com a Lei de Mídia, considerada constitucional em 2013. O grupo se defende com liminares.

A presença de Scioli no canal e as visitas que fez ao jornal Clarín durante a campanha foram criticadas pela ala mais dura do kirchnerismo. Há possibilidade de outro embate na Faculdade de Direito, no dia 15. No primeiro turno, Scioli não quis debater.

As máscaras podem pode ser pagas em 12 vezes, hábito que se popularizou no país com o projeto kirchnerista Ahorra 12 (Poupe em 12, em tradução livre), que estimula lojas a facilitar parcelamento sem juros. Os argentinos recorrem às parcelas para fugir da inflação, de 15% segundo o governo e 25% para consultorias independentes.

Em uma das cadeias nacionais semanais que convocou este ano, a presidente Cristina Kirchner ironizou que seus críticos do bairro da Recoleta, um dos mais caros de Buenos Aires, compravam roupas de grife em 12 vezes no shopping Patio Bullrich, um dos mais exclusivos da cidade, graças ao projeto.

Uma desvantagem para quem parcelar a máscara é o "prazo de vencimento" do produto. O consumidor que escolher o modelo do perdedor precisará remoer a derrota de seu grupo político durante 11 meses.

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