Bloomberg photo by Andrew Harrer
Bloomberg photo by Andrew Harrer

A gestão histórica de Janet Yellen no Fed

Bom momento da economia dos Estados Unidos se deve a Janet Yellen, que deixa o comando do Banco Central americano nesta segunda-feira

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2018 | 05h00

ECONOMIA AMERICANA

Enquanto Donald Trump desfruta a glória do momento excepcional vivido na economia americana, a verdadeira responsável deixou o cargo na última sexta-feira: Janet Yellen, a partir desta segunda-feira, 5, será ex-presidente do Fed. O Fed, é bom lembrar, tem missão distinta de outros bancos centrais: manter baixos a inflação e o desemprego.

Desde o pico, em janeiro de 2009, os desempregados no país caíram de 9,9% para 4,1%. Em seus quatro anos de mandato, Yellen obteve redução de 2,6 pontos porcentuais na taxa, com juros baixos e inflação dentro da meta. De todos os presidentes do Fed desde a 2.ª Guerra, ela é aquele em cujo mandato o desemprego mais caiu.

Seu sucessor, Jay Powell, tem outro desafio. A reforma tributária de Trump injetará centenas de bilhões na economia nos próximos anos. Até que ponto o Fed deve manter a alta de juros gradual e segura preconizada por Yellen? Qual o risco de que uma maior agressividade desperte a ira da Casa Branca, interessada numa economia aquecida? Nem sempre o Fed esteve imune à ingerência política. Preservar a independência de seu indicado é mais um teste para Trump.

O disparate protecionista de Trump

A tarifa de 30% imposta à importação de painéis solares para os Estados Unidos é um disparate preocupante. “A ideia é ajudar fabricantes domésticos”, diz Jeffrey Tucker, do American Institute for Economic Research. “Mas há um aumento brutal de custos para as empresas que usam o produto, o equivalente a um imposto alto.” Isso prejudicará a própria indústria, que emprega 260 mil americanos, o sêxtuplo do que empregava em 2012.  

 

Carvão não tem como enfrentar tecnologia 

Outro equívoco, diz o ex-prefeito nova-iorquino Michael Bloomberg, é acreditar que os empregos voltarão para a indústria do carvão. Apesar de subirem no início de 2017, as contratações nas minas do Meio-Oeste somaram apenas 500 novas vagas ao longo do ano. Havia mais de 178 mil empregos no setor em 1985. Hoje, não chegam a 52 mil. É o avanço tecnológico que desvia investimentos para a energia limpa. Para painéis solares, o custo de produção caiu 64% entre 2008 e 2016. Para energia eólica, 41%.

 

Racismo e antissemitismo na França

O governo francês verificou uma alta de 22% nos ataques a sepulturas judaicas e sinagogas no ano passado, embora tenha havido queda de 16% no total de atos racistas, antimuçulmanos e antissemitas – de 1.128, em 2016, para 950, em 2017.

  

Recuo da democracia persiste em 2017

A democracia continua a recuar no mundo, revelam os dois principais relatórios globais sobre o tema. A Freedom House (FH) verificou piora pelo 12.º ano consecutivo: em 71 países, houve declínio em direitos políticos e liberdades civis; só em 35, avanço. Apenas quatro em cada dez seres humanos vivem em países considerados “livres” pela FH, como o Brasil. A Economist Intelligence Unit (EIU) avalia, além de eleições e direitos, cultura democrática e participação. Pelo critério da EIU, o mundo só tem 19 “democracias plenas”, categoria que não inclui nem Brasil nem EUA (considerados “democracias imperfeitas”). Houve recuo em 89 países e melhora em apenas 27. A média global na nota de democracia caiu de 5,52 para 5,48. Principal motivo: restrições à liberdade de imprensa.

 

Fracassa guerra do Irã contra o fumo

Em 2007, o Irã aprovou uma das leis mais duras contra o cigarro em todo o planeta. Onze anos depois, os fumantes cresceram de 11% para 14% da população. A mistura de argumentos religiosos com uma questão de saúde pública transformou até o ato de fumar em forma de protesto.

 

Faxina nos seguidores falsos do Twitter

Depois da denúncia de dezenas de casos de compra de seguidores no Twitter, o Chicago Sun-Times suspendeu o crítico de cinema Richard Roeper, o chef britânico de reality show Paul Hollywood deletou sua conta e mais de 1 milhão de seguidores de celebridades sumiram, informou o New York Times.

 

O presente de Melania para Michelle

Havia uma “linda moldura” na caixa azul da Tiffany entregue por Melania Trump a Michelle Obama no dia da posse, revelou a própria Michelle no programa de Ellen DeGeneres.

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