Acelerador de partículas volta a funcionar na Suíça

Após 14 meses de reparos, a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) reativou na noite de ontem (20) o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), mais conhecido como acelerador de partículas. Empreendimento de US$ 10 bilhões, o LHC é o maior e mais complexo instrumento científico já construído.

AE-AP, Agencia Estado

21 Novembro 2009 | 14h19

O Grande Colisor de Hádrons foi inaugurado em 10 de setembro 2008 na fronteira franco-suíça, com grande estardalhaço, mas teve que ser desativado para reparos apenas nove dias depois, uma vez que um problema na conexão elétrica danificou imãs supercondutores do equipamento.

James Gillies, porta-voz da entidade, afirmou que os físicos nucleares que trabalham no projeto se surpreenderam ao conseguir acelerar dois feixes de prótons em direções opostas a uma velocidade próxima à da luz na noite de ontem. "Alguns cientistas que tinham ido para casa mais cedo foram chamados de volta", disse.

A CERN está reiniciando o acelerador aos poucos para evitar retrocessos, na medida em que se prepara para realizar experimentos sobre a composição da matéria e do Universo, o que deve ocorrer em janeiro.

A reativação do Grande Colisor foi comemorada ao redor do mundo. "Cumprimento os cientistas e engenheiros que trabalharam para reiniciar o acelerador", disse Dennis Kovar, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que também participa do projeto. "O acelerador é uma máquina sem precedentes em tamanho, complexidade e representa a colaboração internacional nos últimos 15 anos, que tornou possível sua construção", afirmou.

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