Acordo pode abrir torneiras de petróleo em meses

CENÁRIO: Yeganeh Torbati / REUTERS

O Estado de S.Paulo

30 Março 2015 | 02h01

É improvável que um acordo sobre o programa nuclear do Irã que retiraria progressivamente as sanções econômicas contra Teerã inunde os mercados mundiais de petróleo no curto prazo, apesar da intenção declarada do Irã de recuperar a fatia de mercado perdida com as sanções. Um acordo certamente só levantaria sanções por etapas, adiando um retorno mesmo parcial das exportações do petróleo iraniano ao menos até 2016, segundo especialistas. O progresso nas negociações contribuiu para uma queda de mais de 10% nos preços do petróleo no início do mês na medida em que operadores e analistas se prepararam para a entrada de 1 milhão de barris por dia de petróleo iraniano no mercado, potencialmente dobrando o superávit da oferta global.

Muitos se concentram na rapidez com que o Irã pode tecnicamente retomar o bombeamento de petróleo a níveis pré-sanções, supondo que as entregas poderiam ocorrer rapidamente e menosprezando preocupações com uma base de consumo reduzida e campos de petróleo negligenciados. O que os apostadores na baixa do petróleo podem estar subestimando são as dificuldades do caminho diplomático para a volta do Irã aos mercados mundiais.

Uma análise de dados mostra que o Irã possui até 12 milhões de barris de petróleo em armazenamento flutuante ao largo de suas costas, e alugou instalações de armazenamento na China para enviar petróleo cru para Índia e Coreia do Sul. Alguns especialistas estimam que o Irã poderia aumentar suas exportações em 500 mil a 800 mil barris por dia em até seis meses após o levantamento das sanções, mas isso provavelmente será o resultado de um aumento gradual.

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