Adversário admite vitória de Karzai no Afeganistão

Yusuf Qanooni, o principal adversário de Hamid Karzai na disputa pela presidência do Afeganistão, admitiu neste domingo a vitória do atual presidente interino no pleito de 9 de outubro. Pouco tempo antes, o porta-voz da campanha eleitoral de Karzai anunciou que o presidente havia superado o limiar matemático necessário para a vitória nas eleições, ou seja, atingiu os 4,1 milhões de votos. "Com o objetivo de respeitar a vontade das nações, baseando-se nos dados anunciados até agora, consideramos que Karzai é o vencedor das eleições, obtendo assim a maioria dos votos", lamentou Sayed Hamid Noori, porta-voz de Yusuf Qanooni. Com 94,3% dos votos apurados, Hamid Karzai lidera com 55,3% dos sufrágios, 39 pontos porcentuais à frente de Qanooni. A vitória de Karzai dispensa a necessidade de realização de segundo turno, o que representava um grande temor para autoridades locais e estrangeiras por causa do risco de mais violência no país. Ao longo do ano, a violência pré-eleitoral resultou na morte de aproximadamente mil pessoas no Afeganistão. Apesar da atitude de Qanooni, o candidato Mohammed Mohaqeq, líder da etnia hazara, que atualmente ocupa a terceira posição, com 11,8% dos votos, recusava-se a admitir a vitória de Karzai. "Ainda é cedo para julgar os resultados", disse ele à Associated Press. O senhor da guerra usbeque Abdul Rashid Dostum, atualmente em quarto lugar, com 10,3%, admitiu no meio da semana que o atual presidente interino seria o provável vencedor do pleito. Em Cabul, subiu para três o número de mortos num atentado suicida promovido ontem contra forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na capital afegã. Durante a noite, um tradutor americano e uma menina afegã não resistiram aos ferimentos sofridos na explosão e morreram, relataram familiares.

Agencia Estado,

24 Outubro 2004 | 15h20

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