Alemanha tenta libertar estrangeiros presos no Afeganistão

A Alemanha mandou hoje um alto funcionário para o Paquistão, numa tentativa de intensificar os esforços para a libertação de oito funcionários estrangeiros de ajuda humanitária que estão sendo processados no vizinho Afeganistão, sob a acusação de pregar o Cristianismo. O destino deles ficou ainda mais incerto depois dos ataques americano-britânicos de ontem. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, exigiu a libertação imediata e incondicional dos detidos, ao mesmo tempo em que um de seus vice-ministros, Juergen Chrobog, viajava para Islamabad a fim de manter conversações com funcionários paquistaneses sobre o destino dos quatro alemães, dois australianos e dois americanos. "Nós os queremos de volta, sadios e seguros", afirmou Fischer durante uma reunião da União Européia em Luxemburgo. Guenter Pleuger, outro vice-ministro de Fischer, disse em Berlim que "a situação para os funcionários humanitários está claramente mais perigosa". "Estamos tentando aumentar a pressão sobre o Taleban, para que eles sejam libertados", declarou, sem dar detalhes. O Paquistão é o único país que ainda mantém relações diplomáticas com o governo do Taleban. Leia o especial

Agencia Estado,

08 Outubro 2001 | 14h11

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