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Alemanha vai enviar armamentos ao Iraque

Estadão Conteúdo

31 Agosto 2014 | 17h 09

A Alemanha vai enviar armamentos antitanque e metralhadoras para os combatentes curdos que enfrentam rebeldes islâmicos no norte do Iraque, informou o governo alemão neste domingo. O Ministério da Defesa vai da início às entregas "imediatamente" e espera enviar a primeira parcela das armas ainda em setembro, afirmou a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen.

Ela acrescentou que Berlim considera a medida "nossa responsabilidade humanitária e também nosso interesse político e de segurança". Segundo Leyen, a decisão foi tomada em acordo com os governos curdo e iraquiano em Bagdá.

O equipamento será entregue em três partes e deve incluir 30 mísseis MILAN antitanque, mais de cem veículos militares, 16 mil rifles de assalto, oito mil pistolas, 40 metralhadoras, centenas de lança-granadas, e 10 mil granadas de mão, afirmou a ministra. O treinamento dos combatentes curdos, conhecidos como Peshmerga, no uso dos armamentos ocorrerá "a princípio" na Alemanha, ou talvez na cidade de Erbil no norte do Iraque, ou em um Estado neutro, disse Leyen.

No dia 20 de agosto, a Alemanha já havia expressado seu desejo de enviar armas para os soldados que lutam contra insurgentes islâmicos e passou os últimos dez dias analisando o que mandar. Enquanto isso, o país entregou aos iraquianos suprimentos de ajuda humanitária e equipamentos não letais, como capacetes e rádios.

A decisão representou um desvio da tendência alemã de evitar a participação militar - particularmente o envio de armas - em conflitos internacionais. A lei do país proíbe a exportação de armas para zonas de confronto, apesar de permitir algumas exceções, como, por exemplo, se os próprios interesses alemães estiverem em risco.

Em uma coletiva de imprensa, o ministro das Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier descreveu a medida como uma "decisão que não foi fácil para nós, mas a decisão correta em uma situação incomum sob qualquer aspecto". Ele acrescentou que "a ameaça não pode ser respondida apenas com ajuda humanitária". Fonte: Dow Jones Newswires.