Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

'Ameaça do uso de armas de destruição em massa é cada vez mais séria', diz chanceler japonês

Primeiro ministro Shinzo Abe cobrou união da comunidade internacional para reduzir a escalada de tensão na Ásia Oriental

O Estado de S.Paulo

13 Abril 2017 | 04h22

TÓQUIO - O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou nesta quinta-feira, 13, que a Coreia do Norte teria capacidade de lançar mísseis equipados com armas químicas e traçou paralelos entre o governo de Kim Jong-un e o do sírio Bashar Assad. 

Abe fez declarações para o Comitê Parlamentar de Defesa em um momento de escalada da tensão na península da Coreia depois do envio de um porta-aviões dos Estados Unidos à região, que Pyongyang respondeu com ameaças e manobras militares.

O primeiro ministro japonês disse que a Coreia do Norte poderia lançar um míssil carregado com gás sarin e destacou que trata-se "de uma nova fase de ameaça" que se soma ao programa nuclear do país. 

A produção, armazenagem e uso do gás sarin estão proibidos por uma convenção internacional de armas químicas. Abe também afirmou que "valoriza altamente" o compromisso do presidente norte-americano Donald Trump "com a manutenção da ordem e da paz globais", em um momento em que "a ameaça do uso de armas de destruição em massa é cada vez mais séria na Ásia Oriental". 

"É necessária a união da comunidade internacional para que a Coreia do Norte abandone sua política que conduz a um caminho perigoso", advertiu o líder conservador. 

Na semana passada, Abe expressou seu respaldo ao bombardeio dos EUA na Síria como represália por suposto uso de armas químicas pelo regime de Assad, ofensiva que também foi vista como uma mensagem de advertência de Washington a Pyongyang. 

A administração Trump afirmou que "todas as opções estão sobre a mesa" para fazer frente aos desafios armamentísticos de Pyongyang e disse que estudaria a possibilidade de um ataque preventivo sobre a Coreia do Norte. 

Nesse contexto, Abe teria solicitado a Washington que lhe informe com antecipação de um eventual ataque sobre os norte-coreanos, segundo vários meios de comunicação japoneses. O porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, desmentiu essa afirmação. 

O Japão publicou um aviso para seus cidadãos que viajarem a Coreia do Sul, pedindo-lhes que prestem atenção a possíveis notificações de segurança ante a atual situação de tensão na península. / EFE

 

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