Amorim: sanções perdem 'todo fundamento' com acordo

O chanceler Celso Amorim disse hoje em Teerã, capital do Irã, que, com o acordo turco-brasileiro para a troca de urânio iraniano por combustível nuclear, o avanço de novas sanções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) "perde todo seu fundamento".

ROBERTO SIMON, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

17 Maio 2010 | 12h43

A declaração vai na contramão das crescentes pressões dos Estados Unidos, que pedem novas medidas do CS contra Teerã já nos próximos meses. Para Amorim, o acordo é "uma porta de entrada" para o diálogo e ainda deve ser ampliado. "É a primeira vez que o Irã aceita entregar seu urânio", comemorou.

Apesar das palavras do chanceler, diplomatas ocidentais próximos à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço das Nações Unidas, disseram que o acordo não elimina a perspectiva de aplicação de novas sanções contra o Irã.

"A questão não é o TRR (Teerã Research Reactor, o reator de pesquisas médicas que receberá o combustível enriquecido na Turquia, conforme o acordo de hoje). Eles estão sob as sanções por se recusar a suspender o enriquecimento de urânio, é preciso não esquecer", disse um diplomata ocidental.

Mais conteúdo sobre:
Irã programa nuclear acordo Amorim sanções

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.