Marinha Argentina, via AP
Marinha Argentina, via AP

Análise determinará se objeto a 940 metros no Atlântico Sul é submarino desaparecido

Segundo o capitão e porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, esse "contato" foi detectado há poucos dias pelo navio chileno Cabo de Hornos, e embora a inspeção com o robô estivesse prevista para ontem, as más condições meteorológicas não tinham permitido a submersão

O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 19h05

BUENOS AIRES - A Marinha da Argentina tenta determinar nesta terça-feira, 5, se um objeto localizado a 940 metros de profundidade no Atlântico Sul corresponde ao submarino ARA San Juan, que desapareceu há 20 dias durante uma travessia com 44 tripulantes a bordo, informou a Marinha da Argentina.

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O lugar onde o objeto está coincide com o percurso que deveria ter sido feito pelo submarino, quanto a rumo e velocidade, quando em 15 de novembro desapareceu na travessia que começou no porto de Ushuaia e tinha chegada prevista para a Base Naval do Mar del Plata, a 430 quilômetros ao sul de Buenos Aires.

O navio ARA Ilhas Malvinas navegou até a região próxima deste objeto com o robô russo Panther Plus, que está preparado para submergir até 1km de profundidade e já inspeciona esse objeto "ou alteração de fundo" a 940 metros.

Segundo o capitão e porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, esse "contato" foi detectado há poucos dias pelo navio chileno Cabo de Hornos, e embora a inspeção com o robô estivesse prevista para ontem, as más condições meteorológicas não tinham permitido a submersão.

Esse "contato" se soma a outros cinco que diversos navios detectaram com sensores nos últimos dias em diversos pontos da região de busca. Destes, três já foram descartados por se tratarem de velhas embarcações naufragadas, e outros dois, que estão a cerca de 700 e 800 metros de profundidade, também serão inspecionados. No sábado, um navio com equipamento dos Estados Unidos chegará para ajudar nas buscas.

 

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O submergível russo também desceu a 700 metros de profundidade na noite de sábado, mas não detectou nada e vasculhou a região. Balbi confirmou que existe um ponto a 800 metros de profundidade a ser explorado, mas disse que as condições climáticas adversas poderiam ameaçar o Ilhas Malvinas.

O último contato do ARA San Juan ocorreu em 15 de novembro, na região do golfo de San Jorge, a 432 quilômetros da costa argentina. Poucas horas antes, a embarcação havia comunicado a entrada de água, que caiu sobre as baterias e proocou um curto-circuito e um princípio de incêndio. O problema, que na época não foi considerado grave, levou o comando a ordenar que a embarcação retornasse para a base, em Mar del Plata. (400km ao sul de Buenos Aires). / EFE

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