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Angelina Jolie critica políticas migratórias de Trump em artigo de opinião do ‘NYT’

Atriz fez menções à polêmica medida assinada pelo presidente que suspende a entrada aos EUA de todos os refugiados durante 120 dias

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2017 | 10h23

LOS ANGELES - A atriz Angelina Jolie criticou na quinta-feira as políticas migratórias do presidente dos EUA, Donald Trump, ao ressaltar que essas decisões deveriam ser tomadas "com base em fatos e não em resposta ao medo". Em um artigo de opinião publicado no site do jornal The New York Times, a atriz se referiu à polêmica ordem executiva que Trump assinou recentemente para lutar contra o terrorismo jihadista.

O decreto suspende a entrada ao país de todos os refugiados durante 120 dias, assim como a concessão durante 90 dias de vistos a 7 países de maioria muçulmana - Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã - até que se estabeleçam novos mecanismos de vigilância.

"A crise global de refugiados e a ameaça do terrorismo fazem com que seja completamente justificável que consideremos como proteger nossas fronteiras da melhor maneira", reconheceu a atriz.

"Cada governo deve equilibrar as necessidades de suas cidades com suas responsabilidades internacionais. Mas nossa resposta deve ser medida com base em fatos e não em resposta ao medo", acrescentou. "Simplesmente não é certo que nossas fronteiras sejam ultrapassadas ou que os refugiados sejam admitidos nos EUA sem um estreito escrutínio."

Além disso, declarou: "Se criarmos um grupo de refugiados de segunda classe, alegando que os muçulmanos merecem um menor grau de proteção, avivamos o extremismo estrangeiro enquanto em casa solapamos o ideal de diversidade desejado por democratas e republicanos".

Para reforçar sua mensagem, Angelina, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), parafraseou Ronald Reagan: "Os EUA estão comprometidos com o mundo porque grande parte do mundo está dentro dos EUA".

"Portanto devemos analisar as causas da ameaça terrorista, os conflitos que dão espaço e oxigênio a grupos como o Estado Islâmico, e a desesperança e rebeldia das quais se nutrem. Temos de formar uma causa comum com pessoas de distintas fés e origens que lutam contra a mesma ameaça e procuram a mesma segurança", completou.

"Dessa maneira", concluiu a atriz, "é como esperar que qualquer presidente de nossa grande nação exercesse como líder por trás de todos os americanos". / EFE

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