AP Photo/Ahn Young-joon
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Antes de cúpula com Trump, Coreia do Norte liberta três americanos

Presidente dos Estados Unidos escreveu em sua conta no Twitter que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, retorna de Pyongyang acompanhado por '3 maravilhosos cavalheiros que todos estão ansiosos para conhecer'

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2018 | 09h51

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 9, que os três americanos detidos na Coreia do Norte foram libertados e estão a caminho do país em um voo com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

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"Tenho o prazer de informar que o secretário de Estado Mike Pompeo está no ar voltando da Coreia do Norte com os 3 maravilhosos cavalheiros que todos estão ansiosos para conhecer. Eles parecem estar bem de saúde", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Em uma segunda mensagem, o republicano informou que Pompeo e "seus convidados" pousarão na Base Aérea Andrews, de onde partem e chegam os voos do Air Force One, às 2 horas de quinta-feira (1 hora, em Brasília). "Estarei lá para cumprimentá-los. Muito excitante!"

A Coreia do Sul elogiou a decisão de Pyongyang e disse ser algo "muito positivo para um encontro de sucesso entre Coreia do Norte e Estados Unidos", segundo o porta-voz do presidente Moon Jae-in, Yoon Young-chan.

Um funcionário do alto escalão do governo Trump afirmou que a libertação dos três americanos era uma das condições de Washington para a realização da cúpula entre Trump e Kim Jong-un, cujos local e data devem ser confirmados nos próximos dias.

Os três americanos que estavam presos na Coreia do Norte são Kim Dong-chul, de 64 anos, Kim Sang-duk, de 58 anos, e Kim Hak-song, de aproximadamente 60 anos. Todos nasceram na Coreia do Sul e se naturalizaram americanos depois.

Kim Dong-chul é um empresário que foi preso em outubro de 2015 durante uma viagem à Coreia do Norte e condenado depois a 10 anos de prisão por espionagem. Ele já é o cidadão americano que passou mais tempo preso pelos norte-coreanos.

Os outros dois eram professores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, a única instituição privada de ensino superior do país, que recebe financiamento do exterior. A imprensa estatal norte-coreana atribuiu a eles "atos hostis" contra o regime apesar de nenhum tribunal ter se pronunciado sobre o caso. / REUTERS e AFP

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