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Anúncios contra decreto anti-imigração são veiculados durante Super Bowl

Evento esportivo mais importante dos EUA foi visto por milhões de pessoas

Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2017 | 05h00

A crítica à restrição de imigrantes imposta por Donald Trump chegou ao Super Bowl, final do campeonato de futebol americano e mais importante evento esportivo dos EUA, que foi visto por milhões de pessoas no domingo. Nos intervalos do jogo, telespectadores viram anúncios nos quais algumas das maiores empresas do país defenderam valores que se opõem à medida.

A Coca-Cola reprisou uma peça publicitária elaborada para a final de 2014, que ganhou novo significado após o decreto de Trump que proibiu a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria islâmica e de refugiados de todo o mundo. O comercial é uma celebração da diversidade e da inclusão, com pessoas de diferentes origens e credos cantando em suas línguas trechos da música America the Beautiful.

O AirBnb produziu às pressas um anúncio no qual também exalta a inclusão, marcado com a hashtag #weaccept (nós aceitamos). A mais explícita referência às restrições de Trump apareceu no anúncio encomendado pela empresa de materiais de construção 48 Lumber. 

A peça mostra o périplo de uma mãe e sua filha, que tentam cruzar a fronteira dos EUA de maneira clandestina. Depois de dias de caminhada, elas se deparam com o muro que Trump prometeu construir. Mas, depois do choque inicial, elas encontram um portão pelo qual conseguem entrar. O anúncio termina com a frase “O desejo de vencer será sempre bem-vindo aqui”. Seu conteúdo foi considerado tão controvertido que as TVs decidiram não mostrar o final no qual o muro aparece.

Apesar de a empresa afirmar que o decreto não era o tema de sua campanha, o anúncio da Anheuser-Busch foi interpretado como uma crítica às restrições. A peça mostra a trajetória de um dos fundadores da companhia, Adolphus Busch, um imigrante alemão que chegou nos EUA no século 19.

O filme mostra uma travessia perigosa do Atlântico e uma recepção pouco amigável nos EUA, com frases como “volte para onde você veio”. No fim, ele encontra seu futuro sócio, Eberhard Anheuser, com quem fundou a que se tornaria a maior fabricante de cervejas dos EUA. 

 

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