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Aos 5 anos da guerra civil, oposição síria critica Putin

- Atualizado: 15 Março 2016 | 21h 20

Rússia anuncia retirada de tropas do conflito civil no país árabe, mas mantém bombardeios e auxílio a Bashar Assad

Quem dita as regras na Síria atual não é o presidente Bashar Assad, mas o líder russo, Vladimir Putin. O alerta foi feito ontem pela oposição síria que, desde o fim de semana, está em Genebra para as negociações de paz. Os comentários surgiram no momento em que o Kremlin revelou seu poder de influenciar o processo diplomático e o destino do conflito no campo de batalha. 

Ontem, um dia depois de anunciar a retirada de suas tropas da Síria, Putin manteve as operações aéreas, bombardeando alvos e ajudando o avanço das tropas de Assad.

Rússia realiza ataques na Síria
Khalil Ashawi/Reuters
Síria

Região controlada por rebeldes opositores ao presidente sírio, Bashar Assad, é alvo de ataques aéreos russos

Moscou informou na segunda-feira que começaria a retirada de suas tropas da Síria e indicou que o momento é o de dar um “estímulo” a um acordo de paz. Mas, se o anúncio da retirada das tropas pegou muitos de surpresa, ela manteve Putin como peça central nos cálculos sobre o futuro da Síria e deixou o restante dos atores tentando interpretar qual será o próximo cenário da guerra civil que completou cinco anos ontem. 

Com o Ocidente hesitando em assumir um papel de força na Síria e governos árabes divididos no apoio a diferentes grupos, o terreno político e militar foi ocupado por Moscou. “O governo sírio mandou para Genebra uma delegação. Mas é perda de tempo”, disse um dos líderes da oposição síria, Salem Meslat, que atua como porta-voz do grupo que negocia a transição política patrocinada pela ONU. 

O mediador da ONU para a guerra na Síria, Staffan de Mistura, declarou esperar que a retirada russa abra caminho para um acordo de paz. “O anúncio de Putin, no dia do início das negociações, é significativo e esperamos que tenha impacto positivo para o progresso das negociações com a meta de uma solução política e uma transição pacífica.”

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