Christophe Ena/AP
Christophe Ena/AP

Após críticas, líderes europeus tentam socorrer Caribe 

Presidente francês e rei holandês desembarcam nas ilhas e chanceler britânico era esperado; prejuízos na região são estimados em US$ 10 bilhões 

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2017 | 20h49

POINTE-À-PITRE - O presidente francês, Emmanuel Macron, e o rei da Holanda, Willem-Alexander, desembarcaram nesta terça-feira, 12, nas ilhas do Caribe devastadas pelo furacão Irma para constatar a extensão dos danos e tentar amenizar o descontentamento dos habitantes diante da falta de organização e assistência.

O ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, também era esperado hoje nas Ilhas Virgens Britânicas e Anguilla. Londres também tem sido criticada pela gestão da catástrofe que deixou pelo menos 42 mortos no Caribe e na Flórida. 

Os governos francês, holandês e britânico – três nações que ainda governam colônias no Atlântico – são acusados de demorar para enviar socorro e reforçar a segurança nas ilhas, entregues aos saques depois da passagem do furacão. 

Ao chegar a Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, Macron alegou que “a antecipação foi total”. O governo “respondeu logo que a informação foi dada, vários dias antes, e constantemente ao longo dessa crise”, assegurou Macron. Ele também visitaria a ilha franco-holandesa de Saint Martin e a francesa de São Bartolomeu, as duas mais afetadas pelo Irma.

O furacão deixou pelo menos 11 mortos e vários desaparecidos nas ilhas francesas. Na parte holandesa, houve 4 mortes. “Ficamos quatro, cinco dias sem ajuda, tendo de nos defender de pessoas armadas”, declarou Fabrice, proprietário de um restaurante em Saint Martin e repatriado para a metrópole na segunda-feira. Paris estabeleceu pontes aéreas e marítimas para retirar os mais vulneráveis e levar carga e comida para a área atingida. Cerca de 85 toneladas de alimentos, 1 milhão de litros de água e 2,2 toneladas de medicamentos já foram transportados.

Zona de guerra. A devastação provocada pelo furacão Irma em Saint Martin é “pior que qualquer zona de guerra” e está “além do que qualquer um pode imaginar”, disse hoje o rei da Holanda durante visita à ilha. “Vi muita destruição na minha época de guerras e muitos desastres naturais, mas nunca algo assim. Só há destruição e caos”, afirmou o monarca.

Mais de 70% dos lares de Saint Martin foram destruídos na tempestade da semana passada, que também deixou sem água corrente nem rede de telefonia grandes zonas da ilha. 

Segundo o site da Bloomberg, o Irma foi o furacão que mais causou prejuízo na história do Caribe e os danos deixados por ele são estimados em US$ 10 bilhões. A fúria da tempestade arrasou casas e destruiu infraestrutura das ilhas.

Nos EUA, o furacão deixou 11 mortos ao passar por Flórida, Geórgia e Carolina do Sul. A polícia da área de Miami prendeu mais de 50 possíveis saqueadores que teriam atuado durante o furacão, incluindo 26 pessoas acusadas de invadir um supermercado. / AFP e EFE

 

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