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Trump e Hillary vencem na maioria dos Estados; Rubio desiste após derrota na Flórida

- Atualizado: 16 Março 2016 | 01h 45

Segundo os resultados oficiais preliminares, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton venceram nesta terça-feira as primárias da Flórida e deram assim um grande passo para conseguir a indicação de seus partidos

Donald Trump teve nesta quarta-feira, 15, uma vitória avassaladora na Flórida e tirou o senador Marco Rubio da corrida pela candidatura do Partido Republicano à presidência dos EUA. O bilionário também ganhou em Illinois e Carolina do Norte, mas perdeu em Ohio para o governador do Estado, John Kasich. Hillary Clinton consolidou sua liderança na disputa democrata, terminando em primeiro lugar em 3 das 5 disputas de ontem.

Com a saída de Rubio, a corrida republicana ficou reduzida a três candidatos: Trump, Kasich e o senador Ted Cruz. A grande dúvida é qual dos dois últimos tem chances de se tornar a opção dos eleitores do partido que se opõe ao bilionário e apresentador de programas de reality show. Cruz tem de longe o maior número de delegados depois de Trump, mas pode ter dificuldades em Estados mais liberais em razão de seu perfil superconservador.

Donald Trump caminha por trás de seu concorrente Marco Rubio durante debate entre pré-candidatos 

Donald Trump caminha por trás de seu concorrente Marco Rubio durante debate entre pré-candidatos 

A vitória na Flórida deu ao bilionário todos os 99 delegados do Estado, que tem a terceira maior população dos EUA. A Flórida também é a base política dos dois candidatos que tinham a preferência do establishment do Partido Republicano: o ex-governador Jeb Bush, que abandonou a disputa no dia 20 de fevereiro, e Rubio. 

A elite tradicional da legenda se opõe de maneira aberta à nomeação de Trump e ficou órfã depois da saída do senador pela Flórida da disputa. Cruz é extremamente conservador e desprezado pelo comando partidário, enquanto Kasich é visto como excessivamente liberal, quase um democrata. 

Para conseguir a nomeação do Partido Republicano, Trump precisa conquistar 1.237 delegados. Se não obtiver esse número até o fim das prévias, a disputa irá para a convenção da legenda, em julho. A vitória de Kasich em Ohio reduziu as chances de o bilionário de obter o número necessário de delegados para garantir a nomeação.

A esperança do establishment republicano é a de que esse cenário abra espaço para os eleitores que se opõem a Trump se consolidarem em torno de Cruz, Kasich ou de um terceiro nome que ainda não surgiu na disputa. No entanto, esse caminho traz o risco de o bilionário abandonar o partido e lançar sua candidatura como independente.

A disputa de votos estava acirrada no Misssouri, onde Trump e Cruz disputavam a liderança. Nesse Estado, na Carolina do Norte e em Illinois, parte dos delegados é dividida de maneira proporcional e parte é alocada aos vencedores de distritos eleitorais que escolhem os representantes na Câmara dos Deputados.

Os pré-candidatos na corrida eleitoral dos EUA
EFE/Jim Lo Scalzo
Hillary Clinton, 68 anos, democrata

NA DISPUTA: Além de ter sido primeira-dama, foi senadora pelo Estado de Nova York e a primeira secretária de Estado do presidente Barack Obama, para quem perdeu a disputa interna pela indicação democrata em 2008. Ela permanece na liderança nas pesquisas gerais

Entre os democratas, Hillary consolidou sua liderança em relação ao senador Bernie Sander e está a um passo de obter a nomeação de seu partido para disputar a Casa Branca em novembro. Em discurso na Flórida, ela atacou Trump e o acusou de ter uma retórica que divide os americanos e aliena os aliados externos dos Estados Unidos. Segundo ela, uma das tarefas do próximo presidente será unir o país.

Também na Flórida, Trump repetiu seu discurso protecionista em defesa da volta de linhas de montagem transferidas por empresas americanas a outros países. “A Apple fará seus produtos aqui nos EUA”, declarou, em referência à fabricante do iPhone. “Nós não ganhamos mais. Nós voltaremos a ganhar”, afirmou. 

Antes do anúncio dos resultados, o presidente Barack Obama disse que estava preocupado com “retórica vulgar e divisionista” contra mulheres e minorias nos EUA e a violência na campanha presidencial deste ano. Obama não mencionou nomes, mas sua declaração foi uma aparente condenação a Trump, que lidera as pesquisas republicanas com um discurso considerado misógino e anti-imigração.

O bilionário defende a deportação de 11 milhões de imigrantes que vivem sem documentos nos Estados Unidos, promete construir um muro na fronteira com o México e ameaça barrar a entrada de muçulmanos no país. Obama foi ovacionado ao concluir o discurso pedindo “civilidade” aos pré-candidatos à Casa Branca. “Temos ouvido uma retórica vulgar e divisionista contra as mulheres, as minorias e contra os americanos que não se parecem conosco, não rezam como nós ou não votam como nós”, declarou Obama.

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