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Internacional

Cuba

Após dois anos, UE e Cuba fecham acordo que normaliza relações

País era o único da América Latina sem um acordo de diálogo político com o bloco em virtude da questão dos direitos humanos

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O Estado de S. Paulo

11 Março 2016 | 17h07

HAVANA  - O governo de Cuba e da União Europeia (UE) fecharam nesta sexta-feira um acordo para normalizar completamente suas relações, marcadas nos últimos anos por diferenças especialmente sobre o tema dos direitos humanos. O pacto foi selado, após dois anos de negociações, pelo vice-chanceler da UE Christian Leffler e o vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Abelardo Moreno, em Havana.

 Cuba era o único país da América Latina sem um acordo de diálogo político com o bloco. A medida marca o fim da posição europeia de exigir avanços em termos de direitos humanos para cooperar com a ilha. 

Participaram da cerimônia os chefes de diplomacia da UE, Federica Mogherini, e de Cuba, Bruno Rodríguez.   "Este acordo inicia um novo capítulo na história das relações entre a União Europeia e Cuba", disse Federica pouco depois de o negociador do bloco, Christian Leffler, e o vice-chanceler cubano, Abelardo Moreno, firmarem o pacto.

Rodríguez disse que os dois lados se reunirão em breve para retomar um diálogo sobre direitos humanos que começaram em Bruxelas no ano passado.

O entendimento é mais um passo no rápido descongelamento das relações cubanas com o Ocidente desde sua reaproximação dos Estados Unidos em 2014 e da renegociação de débito com as nações abastadas do Clube de Paris em dezembro último.

Ele ainda ocorre a poucos dias de uma visita do presidente dos EUA, Barack Obama, a Havana no dia 20 de março, a primeira de um mandatário norte-americano desde a revolução cubana de 1959.    

Dias depois da visita, a banda de rock Rolling Stones irá tocar na ilha caribenha pela primeira vez. Nesta semana, o grupo de música eletrônica Major Lazer entreteve 400 mil jovens cubanos à beira-mar na capital cubana, o maior espetáculo de um artista dos EUA no país.     Apesar da reaproximação, Washington mantém o embargo econômico contra Cuba, o que torna mais difícil para empresas europeias com negócios nos EUA operarem na ilha./ AFP e REUTERS

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