REUTERS/Amir Cohen
REUTERS/Amir Cohen

Após lançamento de foguetes do Hamas, Israel volta a atacar Gaza

Projétil foi interceptado antes de atingir cidades no sul de Israel; resposta deixou ao menos 25 palestinos feridos, segundo fontes médicas

O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 18h00
Atualizado 08 Dezembro 2017 | 18h21

GAZA - O Exército de Israel bombardeou posições do Hamas na Faixa de Gaza pelo segundo dia seguido depois do lançamento de novos foguetes de fabricação caseira vindos do território palestino contra o sul de Israel. Segundo serviços de emergência palestinos, ao menos 25 pessoas ficaram feridos no ataque, entre elas seis crianças. Militares israelenses negam que o bombardeio tenha deixado feridos. 

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Um dos projéteis foi interceptados pelo sistema de defesa Escudo de Ferro e o outro caiu sobre uma área não identificada. Ontem, eles não chegaram a voar sobre território israelense. 

Pela manhã, o Exército israelense disparou contra manifestantes que arremessavam pedras e queimaram pneus perto da fronteira de Gaza, matando um manifestante. Houve protestos em 30 cidades na Cisjordânia, também reprimidos pelo Exército, que deixaram 100 feridos e reuniram 3 mil pessoas. 

Sirenes de alerta soaram em ao menos seis cidades no Deserto do Neguev, no sul de Israel. Tropas israelenses foram deslocadas para a região para avaliar possíveis danos, mas não havia relatos de vítimas.  Na quinta-feira, o Exército bombardeou dois prédios usados pelo Hamas em Gaza para fabricar os foguetes. Também não houve registro de vítimas.

A polícia de Israel aumentou sua presença em Jerusalém em preparação para o “dia de raiva” palestino, mas não estabeleceu nenhuma restrição extra para o acesso de religiosos à mesquita Al-Aqsa, dizendo que não havia nenhum indício de instabilidade no local.

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“Nós não temos nenhuma indicação de que haverá perturbações no monte, portanto não há nenhuma restrição. Se houverem perturbações, então nós responderemos imediatamente”, disse o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

Na quinta-feira, ao menos 31 palestinos ficaram feridos em confrontos com tropas israelenses na Cisjordânia ocupada e na fronteira entre Israel e Gaza. Também aconteceram protestos na Jordânia, Turquia, Paquistão e Tunísia. /AFP, EFE e REUTERS

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