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Após perder base, Ucrânia prepara retirada de militares e civis da Crimeia

O Estado de S. Paulo

19 Março 2014 | 16h 13

Governo pretende levar soldados e parentes para parte continental do país rapidamente

KIEV - O governo interino da Ucrânia aprovou nesta quarta-feira, 19, um plano para a retirada de civis e militares ucranianos da Crimeia, anexada ontem pela Rússia, caso seja necessário.

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O secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, Andrei Parubi, disse que os militares que servem na Crimeia e seus familiares serão retirados da Península. "Estamos elaborando um plano que nos permita retirar os soldados e suas famílias de lá", disse Parubi. "A ideia é que eles sejam levados rapidamente para a Ucrânia Continental."

O ministro porta-voz do executivo ucraniano, Ostal Semerak, disse em entrevista coletiva que o plano foi preparado pelo governo e pelo Conselho de Segurança, órgão assessor adjunto, e adotado na reunião do Conselho de Ministros.

"Prevemos que esse processo possa ser realizado em larga escala", declarou, enquanto especificou que se ordenou a todos os órgãos do poder executivo concluir os preparativos.

Invasão. A decisão foi tomada um dia depois da anexação da Crimeia à Rússia. Nesta, manhã, o quartel-general da Marinha da Ucrânia em Sebastopol e uma base naval na cidade de Novoozerne foram tomados por milicianos pró-Rússia e civis.

Cerca de 200 pessoas derrubaram o portão da sede militar perto do porto de Sebastopol e, em seguida, hastearam a bandeira da Federação Russa no local. Esse foi o sinal mais claro até agora de que soldados russos, e as chamadas unidades de "autodefesa" formadas na maioria por voluntários desarmados que apoiam os russos, começaram a tomar o controle de instalações militares ucranianas na península do mar Negro.

O comandante-em-chefe da marinha, o contra-almirante Sergei Gaiduk, foi detido após a tomada da base, informou a agência de notícias da Crimeia Criminform. "Gaiduk foi detido temporariamente, porque há perguntas que tem que responder", afirmou a agência, que cita a promotoria da Crimeia.  / EFE, AP e REUTERS