AP Photo/Andy Wong
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Após visita de Trump, China envia diplomata para a Coreia do Norte

Song Tao, chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista Chinês, viajará para Pyongyang como enviado especial na sexta-feira, 17

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 04h08

PEQUIM - Após a visita do presidente dos Estados Unidos Donald Trump a China, o país asiático anunciou nesta quarta-feira, 15, que o chefe do Departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista Chinês, Song Tao, viajará para Pyongyang como enviado especial na sexta-feira, 17, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

O objetivo da visita é informar ao regime de Kim Jon Un sobre os resultados do recente Congresso do Partido Comunista da Chinês, emq ue o presidente Xi Jinping foi reeleito secretário geral. Nas semanas anteriores, outros enviados especiais fizeram viagens similares a países com regimes comunistas, como Vietnã ou Laos, mas até agora não se havia anunciado uma visita assim para a Coreia do Norte.

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A Xinhua não mencionou a visita de Trump ou os programas de armas do Norte, embora o presidente americano tenha pedido a Pequim, repetidas vezes, que faça mais para usar sua influência para pressionar Pyongyang e causar uma mudança de comportamento.

Song será o primeiro oficial com status ministerial a visitar a Coreia do Norte desde outubro de 2015, quando Liu Yunshan, membro do Comitê Permanente do Politburo viajou para Pyongyang e se encontrou com o líder do país, Kim Jong Un. O vice-ministro das Relações Exteriores, Liu Zhenmin, esteve na capital norte-coreana em outubro do ano passado.

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O Partido Comunista e o Partido dos Trabalhadores, que governa a Coreia do Norte, têm um relacionamento longo que geralmente excede a diplomacia. A China também é o principal parceiro comercial de Pyongyang e o primeiro fornecedor de subsídios de alimentos e combustíveis, mas argumenta que os Estados Unidos e outros geralmente exageram sua influência sobre o regime de Kim. /AP e EFE

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