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Richard Drew/AP

Apple faz marketing com ação judicial, diz governo

Empresa recusou o primeiro pedido de ajuda feito pelo FBI para desbloquear o iPhone de Syed Rizwan Farook, terrorista que juntamente com a mulher, Tashfeen Malik, protagonizou o atentado na Califórnia

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O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2016 | 23h12

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou ontem a Apple de estar “mais preocupada com o marketing” do que em ajudar as autoridades americanas nas investigações do atentado que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro.

A briga começou depois que a empresa recusou o primeiro pedido de ajuda feito pelo FBI para desbloquear o iPhone de Syed Rizwan Farook, terrorista que juntamente com a mulher, Tashfeen Malik, protagonizou o atentado na Califórnia.

Os investigadores do FBI querem que a Apple crie um software para contornar o sistema de segurança do iPhone e evitar que o aparelho deflagre seu atual sistema de “apagamento automático”. O recurso destrói todos os dados inseridos no aparelho caso haja dez tentativas seguidas de acesso usando senhas incorretas.

De acordo com a Apple, a intromissão abriria um precedente perigoso para que o mesmo pudesse ser feito, no futuro, com outros clientes. Ontem, o Departamento de Justiça contra-atacou, apresentando uma moção para obrigar a Apple a colaborar.

“A Apple parece estar mais preocupada com o modelo de negócio e a estratégia de marketing da marca, em vez de auxiliar no esforço para completar a investigação de um ataque terrorista mortal”, escreveu o Departamento de Justiça americano em documento apresentado ontem. A próxima audiência está marcada para o dia 22 de março. / REUTERS

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