Árabes chocados com fotos dos filhos de Saddam

A divulgação de fotografias dos rostos feridos e ensangüentados dos filhos de Saddam Hussein convenceu muitos árabes de que eles realmente foram mortos pelos militares dos EUA, causando reações que variaram do ódio à satisfação. Estações por satélite árabes transmitiram as fotografias de Uday e Qusay assim que elas foram apresentadas pelos Estados Unidos. Arat Talabani, em Damasco, Síria, com seu chefe Jalal Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão, não teve dúvidas: "As fotos são de Uday e Qusay. Tenho certeza". No Iêmen, um funcionário da Aviação Civil, Ameen Hmoud, não acreditava que os dois haviam sido mortos, "mas agora estou convencido. Eles tiveram o fim que mereciam". Apesar da reputação de brutalidade dos dois, Izzy Hussein, um motorista iemenita vivendo na Arábia Saudita, disse que os árabes deveriam ficar revoltados com a exposição dos corpos dos irmãos. "O ódio contra os americanos aumentou. Se eles tivessem sido pegos vivos e julgados, então seria aceitável". Em todo o mundo árabe, alguns telespectadores lembraram das objeções feitas pelos EUA quando tevês árabes mostraram fotografias de soldados americanos mortos na guerra no Iraque. Entretanto, nem todos ficaram convencidos de que Uday e Qusay estão mortos. Para Haitham Kilani, um analista político sírio, as fotos não são "realistas" e não são dos filhos de Saddam.

Agencia Estado,

24 Julho 2003 | 16h13

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