Arafat e Blair defendem negociações de paz com Israel

O líder palestino Yasser Arafat disse hoje que a atual situação mundial em relação ao terrorismo e às ações militares não são motivo para adiar as negociações de paz com Israel. ?Ao contrário, digo que é hora de revigorar o processo de paz?, afirmou numa coletiva de imprensa logo após sua reunião de 90 minutos com o primeiro-ministro britânico Tony Blair. ?Não estamos pedindo a lua. Estamos pedindo que as resoluções das Nações Unidas sejam implementadas?, disse Arafat. ?O resultado que desejamos... é uma paz justa em que israelenses e palestinos possam viver lado a lado, cada povo em seu Estado, seguros e capazes de prosperar e se desenvolver?, disse Tony Blair. ?Esta é a única solução razoável, e devemos nos agarrar a este momento para progredir nesse sentido?. Esse ajuste, disse Blair, é importante independente dos acontecimentos de 11 de setembro. ?Convido o governo israelense a juntar-se a nós imediatamente numa negociação permanente para que possamos alcançar uma justa, geral e duradoura solução para todos os pontos da agenda. Esta é uma agenda combinada: Jerusalém, assentamentos, fronteiras, refugiados, segurança, água?, disse Arafat. ?É a hora de terminar a ocupação israelense, de acabar com conflito entre os dois lados, de estabelecer um estado palestino independente com o leste de Jerusalém... como sua capital?, ele acrescentou. Blair disse que não há alternativa exceto retomar o processo. ?Não importa o que seja feito até o recomeço do processo, em algum ponto ele terá que recomeçar, porque é o único caminho?. Ele disse ainda que ?a única questão é quanto derramamento de sangue, violência e amargura serão criados antes que seja feito o que sabemos que deve ser feito para resolver esta questão?. Perguntado sobre que tipo de pressão ele poderia fazer sobre o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, Blair disse: ?Este processo só pode avançar se as pessoas desejarem. Mas o que estamos tentando fazer é criar as condições para que haja avanço?. Jack Straw disse que o apoio britânico a um Estado palestino é um compromisso antigo, não uma resposta direta aos ataques terroristas de 11 de setembro. ?Todos sabem que não ha nenhuma justificativa para o que aconteceu em 11 de setembro, mas as pessoas também entendem - e este é um ponto de entendimento também no gabinete israelense - que, ao mesmo tempo, temos que reduzir as tensões em que o terrorismo se desenvolve e pode se esconder?, disse Straw numa entrevista à rádio BBC. Leia o especial

Agencia Estado,

15 Outubro 2001 | 12h08

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