Arafat está bem e consciente, afirma representante

"Se Deus quiser, voltarei". Essas foram as palavras do presidente da Autoridade Palestina (AP), Yasser Arafat, ao deixar os territórios palestinos rumo à França, onde chegou nesta sexta, às 14 horas. Um helicóptero o transportou da base aérea de Vilacoublay ao heliponto do hospital, de onde foi levado numa maca. A seu lado estavam a mulher, Suha, assessores, seguranças e alguns de seus médicos. Uma das primeiras reações de Arafat ao chegar em Paris foi perguntar quando poderia ver a filha, Zahwa, de 9 anos, que não vê há três anos. Hoje mesmo ele iniciou uma série de exames no avançado centro de hematologia do Hospital Percy, especializado no tratamento de enfermidades do sangue. "Yasser Arafat passa bem, está consciente, feliz de poder tratar-se na França", disse Leila Chaid, primeira autoridade palestina a se manifestar após a internação. A representante palestina em Paris agradeceu em nome de Arafat, ao governo e especialmente ao "dr. (Jacques) Chirac" - forma como o líder palestino costuma referir-se ao presidente francês. Diagnóstico - Segundo os médicos de Arafat, os exames indicam a redução da quantidade de plaquetas no sangue. As plaquetas são pequenas células com papel importante na coagulação e são essenciais à vida. Sua contagem pode ser baixa por várias razões, entre as quais tratamento com alguns medicamentos ou doenças como colite, câncer no sangue e lúpus. O termo para essa condição é trombocitopenia, que ocorre quando a medula produz poucas plaquetas ou o corpo as usa rápido demais. O hematólogo francês François Dreyfus levantou a hipótese de leucemia aguda ou síndrome de hematofagocitose, que pode ser de origem viral ou estar relacionada a câncer.

Agencia Estado,

29 Outubro 2004 | 21h48

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