Armas biológicas são a maior ameaça, diz cientista

A ameaça representada pelas armas biológicas superou a dos artefatos químicos e nucleares por causa do "progresso desenfreado a biotecnologia", diz um relatório da Associação Médica Britânica (AMB) assinado pelo especialista Malcolm Dando. Se os avanços da biotecnologia continuarem fora de controle, poderão ser alvo de abusos por parte de terroristas dispostos a atacar grupos étnicos específicos e reproduzir doenças devastadoras como a gripe espanhola, prossegue o cientista. Variantes de antraz produzidos com a ajuda da engenharia genética e uma versão sintética do vírus da poliomielite estão entre as possíveis armas biológicas que poderiam resultar em caos, explica Dando, diretor de estudos sobre paz da Universidade de Bradford, no norte da Inglaterra. Durante entrevista coletiva concedida hoje em Londres, Dando foi enfático: "Nós estamos falando aqui sobre o desenvolvimento de uma tecnologia que obviamente pode ser mal utilizada por terroristas ou pessoas desajustadas". Na opinião do cientista, no longo prazo, será mais complicado controlar as armas biológicas do que conter a expansão das armas nucleares. Em 1999, a AMB pediu mais rigor na aplicação de Convenção de Armas Biológicas e Tóxicas, de 1975. O objetivo de do tratado é conter a expansão de armas químicas e biológicas. O relatório divulgado hoje sobre o assunto - o segundo da entidade em cinco anos - alerta que a oportunidade para combater o problema se esvai rapidamente.

Agencia Estado,

26 Outubro 2004 | 16h43

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