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As mulheres da vida de Fidel Castro

Apesar de ter mencionado poucas vezes em público suas relações amorosas, o líder da Revolução Cubana reconheceu uma vez que teve ‘uma vida cheia de amor’

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2016 | 08h13

HAVANA - Conhecido por seu aspecto de guerrilheiro, carisma e oratória, Fidel Castro - líder da Revolução Cubana morto na sexta-feira aos 90 anos - seduziu tanto as massas como as mulheres, que sucumbiam ao "efeito Fidel", um tema sobre o qual o Comandante sempre se manteve discreto.

Ao longo de sua vida, Fidel multiplicou suas conquistas amorosas, diferentemente de seu irmão Raúl, que teve apenas uma mulher, Vilma Espin, a qual conheceu na guerrilha e com quem foi casado de 1959 até a morte dela, em 2007.

Poucas vezes durante suas incontáveis entrevistas o ex-presidente cubano evocou suas relações amorosas, embora em uma ocasião tenha reconhecido que teve "uma vida cheia de amor". Antes mesmo de ficar conhecido como revolucionário, Fidel Castro acumulava conquistas. Preferia as loiras, mas não desprezava as mestiças.

Nos anos 1950 e 1960, seduziu várias americanas, alemãs e italianas e, nos anos 1970, teceu uma amizade íntima com a atriz italiana Gina Lollobrigida, que realizaria um documentário sobre ele.

Pouco depois da sua chegada ao poder, em 1959, Fidel manteve relação com uma jovem alemã, Martina Lorenz. Ela contou recentemente em um livro que a CIA havia lhe convencido a assassinar o Comandante, mas ela não conseguiu matá-lo quando chegou a hora. Em 1964, Fidel teve uma breve aventura com Evelyne Pisier, irmã da atriz Marie-France Pisier.

Os historiadores afirmam que o líder cubano teve ao menos sete filhos. "Politicamente, como revolucionário, rejeito a ideia de misturar família com política. Essas histórias de primeiras-damas me parecem ridículas", disse Fidel em 2002 ao diretor de cinema americano Oliver Stone, em um documentário.

Ele também revelou que não era casado com Dalia Soto del Valle, a loira de olhos verdes 15 anos mais jovem do que ele, com quem viveu a partir dos anos 1980 em uma casa no oeste de Havana.

Ex-professora de escola, Lala, que conheceu em 1961 durante uma campanha de alfabetização, é a mãe de cinco de seus filhos: Alejandro, Alex, Antonio, Alexis e Angel.

Fidel Castro dizia que havia se casado uma única vez, em 12 de outubro de 1948, com Mirta Diaz-Balart, uma estudante de filosofia de família abastada, mãe de seu filho mais velho, Fidelito, hoje um físico nuclear de 67 anos. O líder cubano se divorciou em 1954, quando descobriu que ela estava na folha de pagamento do Ministério do Interior enquanto ele se encontrava na prisão pelo assalto ao Quartel Moncada.

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Em 1952, se apaixonou por Natalia Revuelta, a Naty, uma loira casada que lhe deu uma filha, Alina, em março de 1956. A menina fugiu para os EUA em 1993, e desde então vive em Miami. Em meados de 1955, Fidel também teve uma relação com María Laborde, ativista do seu movimento, com quem teve outro filho, Jorge Angel.

Mas uma das mulheres mais influentes na vida de Fidel Castro foi Celia Sánchez, que conheceu em Sierra Maestra em 1957. Foi sua mão direita, sua confidente e sua secretária pessoal até sua morte, vítima de um câncer, em 1980.

Com exceção de Alina, todos seus filhos vivem em Cuba, mas sempre estiveram longe dos holofotes da mídia. Fidel confessava ter dedicado pouco tempo aos seus filhos, mas esperava "ter sido um bom pai” durante o tempo que passou com eles, segundo suas declarações a Oliver Stone. / AFP

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