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Assange promete deixar  embaixada do Equador em Londres em breve

O Estado de S. Paulo

18 Agosto 2014 | 08h 18

Fundador do WikiLeaks, há dois anos em sede diplomática para evitar extradição, tem sofrido com problemas de saúde

Ronaldo Schemidt/AFP
Julian Assange participa da videoconferência "Sem Protesto não Há Democracia" na Cidade do México na quinta-feira, 7

 LONDRES - O fundador do Wikileaks, Julian Assange, assegurou nesta segunda-feira, 18,  que "em breve" deixará a embaixada equatoriana em Londres, onde está refugiado a mais de dois anos para evitar sua extradição para a Suécia.

Em entrevista coletiva junto ao chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, Assange não disse como vai ser sua saída da embaixada nem se se entregará às autoridades britânicas.

Assange admitiu que ter estado sob retenção em Londres durante mais de quatro anos "sem acusações", e deles dois na embaixada equatoriana sem sair, teve um efeito em sua saúde.

Desde que Assange se refugiou na embaixada equatoriana em 19 de junho de 2012, a Grã-Bretanha tem insistido que o entregará às autoridades suecas, caso deixa a sede diplomática.

Assange e o chanceler equatoriano deram hoje uma entrevista coletiva em ocasião do segundo aniversário do asilo político que o Equador outorgou ao ativista, em agosto de 2012.

Patiño assegurou que "chegou a hora de libertar Julian Assange" e que sejam respeitados seus direitos humanos, enquanto o ativista australiano, de 43 anos, insistiu o tempo todo ser inocente das acusações de abuso sexual. / EFE