Assessor de Bin Laden coletou dinheiro nos EUA

Ayman al-Zawahiri, um importante colaborador de Osama bin Laden, visitou os Estados Unidos pelo menos duas vezes na década de 90 com o objetivo de arrecadar dinheiro para sua organização terrorista, segundo testemunhos a uma corte de Nova York. Al-Zawahiri, que foi incluído esta semana na lista dos terroristas mais procurados pelo FBI, viajou aos Estados Unidos para coletar fundos dirigidos ao grupo Jihad Islâmica Egípcia, disse em outubro do ano passado Ali Mohamed, que se declarou culpado de participar dos atentados à bomba contra as embaixadas norte-americanas na África. A declaração sob juramento de Mohamed foi destacada hoje pelo jornal San Francisco Chronicle. O diário acrescentou que Al-Zawahiri, de 50 anos, viajou com passaporte roubado, providenciado pelos dois declarantes, e utilizou um nome falso, além de ter visitado mesquitas em Santa Clara, Stockton e Sacramento. Ainda de acordo com o jornal, Al-Zawahiri teria reunido cerca de US$ 500 mil nos Estados Unidos, procedentes, em sua maioria, de doações de muçulmanos, que foram informados que o dinheiro seria usado para ajudar os refugiados da guerra do Afeganistão com a Rússia, travada na década de 80. Al-Zawahiri foi chefe da Jihad Islâmica Egípcia, que se fundiu em 1998 com a rede al-Qaeda de Bin Laden. A Jihad estava vinculada com atividades terroristas que se remontam ao assassinato do presidente egípcio Anwar Sadat, em 1981. Leia o especial

Agencia Estado,

12 Outubro 2001 | 13h09

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