Doug Mills/The New York Times
Doug Mills/The New York Times

Assessor de segurança da Casa Branca acusa Rússia de influenciar eleição mexicana

Em um vídeo de dezembro, publicado no sábado por um repórter do jornal mexicano ‘Reforma’, H.R. McMaster disse que há ‘um esforço sofisticado para polarizar sociedades democráticas’

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 15h06

CIDADE DO MÉXICO - O governo da Rússia lançou uma campanha sofisticada para influenciar a eleição presidencial de 2018 no México e incitar divisões, disse uma autoridade sênior da Casa Branca em um vídeo publicado pelo jornal mexicano Reforma.

+ Russos criaram 150 mil contas falsas em favor do Brexit

O assessor de segurança nacional dos EUA, H.R. McMaster, disse em um discurso em dezembro à Fundação Jamestown, sediada em Washington, que já há evidências de envolvimento russo nas eleições mexicanas, marcadas para julho.

+ Aumenta o número de notícias russas falsas destinadas a piorar crise na Catalunha, diz jornal

“Nós temos visto que este é realmente um esforço sofisticado para polarizar sociedades democráticas e colocar comunidades dentro destas sociedades umas contra as outras”, disse McMaster em um vídeo de 15 de dezembro, até então desconhecido e publicado no Twitter no sábado por um repórter do jornal mexicano Reforma.

“Você já vê, na realidade, indícios iniciais disso na campanha presidencial mexicana”, afirmou McMaster, general da reserva do Exército. Ele não detalhou no vídeo como a Rússia tem tentado influenciar a eleição.

O Reforma publicou uma reportagem no sábado sobre os comentários, que foi desde então compartilhada diversas vezes nas redes sociais.

O assessor de segurança nacional do presidente Donald Trump acrescentou no vídeo que o governo dos EUA está preocupado com o uso pela Rússia de avançadas ferramentas cibernéticas para impulsionar propaganda e desinformação.

Um pedido de comentário enviado ao escritório de McMaster na Casa Branca e ao governo russo em Moscou não foram imediatamente respondidos no domingo. O Kremlin tem repetidamente negado acusações de autoridades da inteligência americanas e outras agências sobre supostas interferências em eleições estrangeiras.

Em julho, o México irá eleger um novo presidente para suceder Enrique Peña Nieto, impedido por lei de buscar um segundo mandato de seis anos. De acordo com pesquisas de opinião, o líder na disputa presidencial é o ex-prefeito de esquerda da Cidade do México Andrés Manuel López Obrador, que concorre com uma plataforma anticorrupção.

Duas vezes segundo colocado na disputa, ele é visto por alguns analistas como o favorito do Kremlin, dada a cobertura positiva que tem recebido de veículos da mídia financiados pelo governo russo, como Sputnik e Russia Today. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.