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Ataque a asilo deixa 16 mortos no Iêmen

- Atualizado: 04 Março 2016 | 15h 40

Homens armados entraram no local, mataram o guarda e abriram fogo contra os residentes. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da ação

ÁDEN, IÊMEN - Ao menos 16 pessoas, entre elas quatro enfermeiras de nacionalidade indiana, morreram em um ataque lançado nesta sexta-feira, 4, por homens armados contra um asilo para idosos em Áden, no sul do Iêmen, informaram fontes de segurança. O comando, integrado por quatro indivíduos, matou o guarda do local e abriu fogo indiscriminadamente contra os residentes.

Dezenas de familiares de pessoas que vivem nesta instituição se dirigiram ao local, situado no distrito Xeque Othman, após saberem do massacre, indicaram testemunhas.

Imagem mostra frente do asilo no Iêmen que foi atacado por homens armados

Imagem mostra frente do asilo no Iêmen que foi atacado por homens armados

Um funcionário atribuiu o ataque a extremistas da organização Estado Islâmico (EI), que tem ganhado espaço na cidade, a principal do sul do país. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da ação, primeira deste tipo no país.

O governo do Iêmen, reconhecido pela comunidade internacional, enfrenta ao mesmo tempo uma rebelião xiita apoiada pelo Irã e grupos jihadistas com crescente frequência.

O presidente Abd Rabbo Mansur Hadi instaurou provisoriamente seu governo em Áden depois que a capital do país, Sanaa, caiu nas mãos de xiitas houthis e de seus aliados em setembro de 2014. Mansur conta com o apoio de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, o que não impede a Al-Qaeda e o EI de aumentar seus ataques em Áden. No entanto, esses ataques se concentraram até agora em alvos militares da coalizão ou das forças governamentais.

Na segunda-feira, um suicida ao volante de um carro-bomba detonou explosivos em um local de reunião de forças leais ao governo, também no distrito de Xeque Othman, matando quatro pessoas e ferindo cinco. Em 17 de fevereiro, um suicida matou 14 soldados em atentado reivindicado pelo EI. /EFE

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