AFP PHOTO / Mohamed ABDIWAHAB
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Ataque contra militares mata 10 na Somália

Diretor de um serviço de ambulâncias particulares informou que cinco feridos foram hospitalizados

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2017 | 21h21

MOGADÍSCIO - Ao menos 10 pessoas morreram neste domingo, 9, em Mogadíscio, capital da Somália, depois que um carro-bomba colidiu com um comboio militar no qual viajava o novo chefe do Estado Maior somali, Ahmed Mohamed Irfiid. Segundo a imprensa local, ele sobreviveu.

“Um micro-ônibus carregado de explosivos se chocou com um ônibus que transportava civis, quando tentava alcançar um comboio do chefe do Exército”, afirmou Muktar Adan Moalim, um alto funcionário do Exército somali. O atentado foi realizado perto do complexo que abriga o Ministério de Defesa da Somália e causou ferimentos em cerca de 20 pessoas.

O diretor do serviço de ambulâncias particulares Amin, Abdulkadir Abdirahman Adem, informou que cinco feridos foram hospitalizados.

Segundo testemunhas, a maioria dos mortos são civis, mas há também alguns soldados, policiais e seguranças de Irfiid. Autoridades afirmaram que é difícil estabelecer o número exato de vítimas em razão da força da explosão.

Uma grande nuvem de fumaça foi vista no local da colisão. Os destroços do veículo eram vistos na rua com uma grande poça de sangue embaixo dele.

“O que aconteceu foi uma tragédia dolorosa. A explosão atingiu dois ônibus e ninguém sobreviveu”, disse Abdifitah Halane, porta-voz do prefeito de Mogadíscio.

A autoria do atentado foi reivindicada pela milícia islamista Al-Shabab, que é vinculada à rede internacional terrorista Al-Qaeda desde 2012. A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando caiu o ditador Mohamed Siad Barré. / AFP e AP

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