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REUTERS/Ludivine Laniepce

126 pessoas são libertadas após ataque em Burkina Fasso

Ataque, cuja responsabilidade foi reivindicada pela Al-Qaeda, ocorreu em um hotel em Ouagadougou e terminou com pelo menos 23 mortes

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AP

15 Janeiro 2016 | 23h06

*Atualizado às 11h30 de 16/01

Forças de Burkina Fasso e francesas mataram quatro extremistas e libertaram 126 pessoas ao assumir de volta o controle de um hotel de luxo na capital do país, Ouagadougou, que havia sido tomado pelos agressores, disse o ministro de Segurança e Assuntos Internos do país, Simon Compaore. O presidente do país, Roch Marc Christian Kabore, informou que o número de mortos, até o momento, é de 23.Extremistas islâmicos invadiram o hotel e um café nas proximidades na sexta-feira à noite.

Houve troca de tiros na madrugada de sábado com forças gendarmes e militares lutando para retomar o edifício. Elas conseguiram retomar o hotel Splendid, de 147 quartos, e estavam fazendo buscas em hotéis próximos para ter certeza de que não havia mais extremistas escondidos lá, conforme o ministro. Cerca de 33 pessoas ficaram feridas, segundo Compaore. Pelo menos 10 corpos foram encontrados até agora no Cappuccino Cafe, restaurante que fica do lado do hotel Splendid.

O ataque foi perpetrado pelo mesmo grupo responsável por um cerco a um hotel de luxo em Bamako, no Mali, em novembro, que deixou 20 mortos. Ainda não há confirmação de quantas pessoas permaneciam dentro do hotel em Ouagadougou ao amanhecer. Dezenas de forças francesas chegaram durante a noite do vizinho Mali para ajudar no resgate. Um membro do exército norte-americano se juntou às forças francesas na cena do crime, e os Estados Unidos trabalhavam para oferecer à França auxílio em vigilância e reconhecimento, de acordo com uma fonte da Defesa norte-americana que falou sob condição de anonimato.

Uma filial da Al-Qaeda conhecida como AQIM, ou Al-Qaeda no Magrebe Islâmico, reivindicou pela internet a responsabilidade no momento em que o ataque estava em curso, de acordo com o grupo de inteligência SITE. Uma mensagem postada em árabe na conta do AQIM "África muçulmana" no Telegram informou que combatentes invadiram um restaurante de um dos maiores hotéis da capital do Burkina Faso e estavam entrincheirados. Participantes do confronto contatados por telefone mais tarde "relataram a queda de muitos combatentes mortos", disse o AQIM, conforme o grupo de inteligência.

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