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Ataque do Boko Haram na Nigéria mata centenas de pessoas, diz senador

O Estado de S. Paulo

07 Maio 2014 | 10h 36

Segundo testemunhas do massacre, os terroristas atacaram um mercado, uma delegacia e várias lojas

(Atualizada às 12h20) ABUJA, NIGÉRIA - Um ataque do grupo extremista islâmico Boko Haram deixou centenas de mortos em um vilarejo no nordeste da Nigéria, segundo testemunhas e um senador local.

O alvo do ataque, que ocorreu na segunda-feira mas só foi divulgado nesta quarta-feira, 7, foi a cidade da Gamboru Nugala. De acordo com o senador Ahmed Zanna, "há quase 300 mortos". "As pessoas ainda estão contando os corpos. Contaram mais de 200 e ainda não acabaram", disse o deputado federal Abdulrahman Terab, representante da região na Câmara Baixa do Parlamento.

"Quando os pistoleiros chegaram, muita gente estava dormindo. Eu despertei pelo barulho dos disparos e os gritos de angústia dos que foram baleados ou forçados a sair de suas casas incendiadas. Não recebemos nenhuma ajuda", disse o sobrevivente do massacre Mohammed Abari, de 60 anos. Moradores da cidade dizem ter recolhido 100 mortos.

Abari se escondeu em uma floresta durante várias horas antes de poder fugir para a capital de Borno, Maiduguri, a cerca de 200 quilômetros da cidade atacada. Segundo testemunhas do massacre, os terroristas chegaram com veículos blindados pintados com as cores da polícia e do Exército e atacaram um mercado, uma delegacia e várias lojas.

Sequestros. Nesta quarta-feira, a polícia da Nigéria ofereceu 50 milhões de nairas (US$ 300 mil) como recompensa a quem puder dar informações que levem ao resgate de mais de 200 estudantes sequestradas pelo grupo terrorista.

Abubakar Shekau, líder do Boko Haram ameaçou, em um vídeo, vender "no mercado" as meninas sequestradas de uma escola secundária na vila de Chibok.

O sequestro em massa ocorrido em abril provocou clamor internacional e protestos na Nigéria, aumentando a pressão sobre o governo para trazer as meninas de volta. A indignação pública aumentou depois que mais oito meninas foram raptadas na mesma região na terça-feira 6, segundo relato dos moradores.

A polícia listou seis números de telefone em seu anúncio e exortou os nigerianos a ligarem para fornecer "informações críveis".

Os Estados Unidos se ofereceram para enviar uma equipe à Nigéria para ajudar nos esforços de busca. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ligou para o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, para oferecer assistência./ AP e EFE