Farah Abdi Warsameh/AP
Farah Abdi Warsameh/AP

Ataque suicida em academia de polícia na Somália mata 20 policiais

O grupo islâmico Al Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo atentado; outros 13 ficaram feridos

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2017 | 04h11
Atualizado 15 Dezembro 2017 | 02h12

MOGADÍSCIO - Pelo menos 20 policiais morreram e 13 ficaram feridos depois que um homem-bomba explodiu nesta quinta-feira, 14, dentro da principal academia de polícia de Mogadíscio, capital da Somália. Ele entrou no espaço vestido com o uniforme da corporação.

O porta-voz da polícia, major Mohamed Hussein, disse que o homem, que tinha explosivos amarrados ao corpo, infiltrou-se na Academia de Treinamento de Polícia General Kahiye e fez o ataque durante um desfile da polícia.

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De acordo com o diretor da equipe de socorro, Abdikadir Abdirahman, 13 pessoas foram levadas mortas logo após o atentado e outras 15 ficaram feridas com gravidade. O grupo islâmico militante Al Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo ataque. 

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O Al Shabaab realiza atentados frequentes em Mogadíscio e outras cidades e está levando uma insurgência contra as Nações Unidas - apoiado pelo governo - e seus aliados da União Africana na tentativa de abordar a administração fraca e impor sua própria interpretação do Islã. 

Quem estaria por trás do mega atentado na Somália?

Carros-bomba, ataques com granadas, assassinatos e sequestros por insurgentes do Al-Shabab são bastante regulares na Somália, que praticamente não tem uma semana sem um ataque letal.  

Os militantes foram expulsos de Mogadíscio em 2011 e, desde então, perderam regularmente território para as forças combinadas de paz da União Africana e das forças de segurança somali.

Em outubro, a Somália viveu o atentado mais sangrento de sua história. Na ocasião, dois caminhões-bomba explodiram em frente a um hotel no centro de Mogadíscio. A explosão causou 358 mortes. /Reuters e AFP

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