Ataque suicida mata 30 pessoas no Paquistão

Em meio à escalada da violência no Paquistão, um homem-bomba matou hoje 30 pessoas na cidade de Rawalpindi, a poucos quilômetros da capital Islamabad. A explosão deixou corpos pelo chão em frente a um banco e no estacionamento de um hotel.

AE-AP, Agencia Estado

02 Novembro 2009 | 10h17

Insurgentes islâmicos promoveram vários ataques nas últimas semanas, provocando a morte de pelo menos 250 pessoas. As ações são uma retaliação a uma ofensiva militar na região de Waziristan do Sul, considerada uma fortaleza da milícia Taleban.

O presidente do Paquistão, o primeiro-ministro e outras autoridades condenaram o atentado de hoje, mas prometeram continuar a ofensiva no Waziristan, uma região tribal empobrecida e subdesenvolvida próxima ao Afeganistão, onde estariam escondidos milicianos da Al-Qaeda. Os Estados Unidos apoiam a operação, pois acreditam que a região seja um porto seguro para extremistas islâmicos envolvidos em ataques às tropas ocidentais no Afeganistão.

Os americanos têm concentrado esforços no sentido de impedir a disseminação da militância do Taleban, ajudando o desenvolvimento do Paquistão. Recentemente, Washington aprovou um orçamento de cinco anos de US$ 7,5 bilhões para melhorar a economia, a educação e outros setores não-militares do Paquistão.

No entanto, a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) de suspender os trabalhos para o desenvolvimento de longo prazo nas áreas tribais do Paquistão podem complicar o objetivo americano. A ONU tomou essa decisão após perder 11 voluntários em ataques no Paquistão este ano, incluindo o bombardeio ao escritório do Programa Mundial de Alimentos em Islamabad, que matou cinco pessoas. O órgão vai reduzir o contingente de equipes estrangeiras no país e restringir seu trabalho a operações de emergência, ajuda humanitária e ações de segurança.

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